Wellington César Lima e Silva é o Novo Ministro da Justiça
A informação sobre a nomeação de Wellington César Lima e Silva foi confirmada por fontes do Palácio do Planalto e divulgada no início da noite desta terça-feira (13). A decisão foi tomada após uma reunião entre o presidente Lula, o novo ministro e o interino Manoel Carlos de Almeida Neto.
Por meio de suas redes sociais, Lula expressou sua satisfação ao convidar Wellington César para assumir a pasta e agradeceu ao ex-ministro pela sua dedicação no cargo. Wellington César, que já ocupou brevemente a função de Ministro da Justiça durante o governo de Dilma Rousseff, teve sua carreira marcada por postos de destaque, como o de secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, onde atuou até julho do ano passado, quando passou a liderar a advocacia-geral da Petrobras.
O novo ministro é conhecido por sua atuação durante o tempo em que foi procurador-geral da Justiça na Bahia, onde destacou-se no combate ao crime organizado. Wellington também exerceu funções relevantes como procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos. O apoio para sua nomeação foi forte entre a bancada da Bahia, especialmente de figuras como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-governador Jaques Wagner, ambos próximos a Lula.
Vale lembrar que Wellington César foi cogitado para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas a escolha de Lula recaiu sobre Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso. O novo ministro também possui formação acadêmica robusta, tendo integralizado seu doutorado em Direito Penal e Criminologia na Universidade Pablo de Olavide, na Espanha, e atuado como professor em diversas instituições de ensino superior.
A troca no ministério ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança pública no Brasil e na América Latina, em meio a um cenário de intensificação da violência e do poder das organizações criminosas. O Ministério da Justiça é responsável por entidades essenciais, como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, que é convocada para apoiar estados em situações de emergência.
Conforme reportado pela TV Globo, a saída antecipada de Lewandowski do cargo está atrelada a uma nova estratégia do governo Lula, que visa dividir a pasta da Justiça em dois ministérios distintos: um de Justiça e outro voltado para a Segurança Pública, similar à estrutura implementada durante o governo de Michel Temer.

