Frigorífico O Cortês Inova com Rastreabilidade e Sustentabilidade na Suinocultura Brasileira
A segurança e a qualidade dos alimentos consumidos no Brasil são questões cada vez mais discutidas e valorizadas pela população. Em um setor como o da carne suína, que está em contínua transformação no país, a rastreabilidade se destaca como uma ferramenta essencial. Não apenas fornece informações sobre a origem dos produtos, mas também assegura a qualidade e a segurança alimentar, além de reforçar o compromisso com práticas sustentáveis. Nesse contexto, o frigorífico O Cortês, que começou suas atividades em Raul Soares (MG) no final de outubro de 2023, representa um novo paradigma na suinocultura nacional. Com foco na diferenciação das raças e total transparência em sua cadeia produtiva, a empresa pretende transformar a percepção do consumidor em relação à carne suína.
A rastreabilidade na suinocultura brasileira, que já é mais avançada que em outros setores de proteína animal, tem apresentado um ritmo acelerado de desenvolvimento. No passado, o controle limitava-se a grandes lotes de animais, mas hoje a tecnologia possibilita um acompanhamento minucioso. Desde a genética dos suínos até a nutrição, manejo e bem-estar na granja, passando pelo processamento até a chegada dos cortes finais às prateleiras, cada etapa é monitorada. Esse controle detalhado é fundamental para garantir a segurança alimentar, permitindo a rápida identificação de eventuais problemas.
O consumidor contemporâneo, cada vez mais exigente e consciente, anseia por produtos que contem histórias e que estejam alinhados com seus valores. “Não se trata apenas de saber a origem da carne, mas de como o animal foi criado e qual o impacto desse processo no meio ambiente. A rastreabilidade é a chave para oferecer essa transparência e construir uma relação de confiança com nossos clientes”, enfatiza Rodrigo Torres, sócio-fundador do O Cortês. A produção de carne suína da empresa é focada na raça Duroc, reconhecida por sua qualidade superior, marmoreio e sabor marcante.
Para o consumidor, a rastreabilidade traduz-se em maior poder de escolha e segurança nas compras. Com o uso de tecnologias como QR Codes nas embalagens, é possível acessar uma gama de informações sobre o produto. “Queremos que nossos clientes tenham total certeza da qualidade do que estão adquirindo. Nosso sistema de rastreabilidade será um diferencial, permitindo que cada um conheça a trajetória do produto, desde a fazenda até a mesa. Isso não apenas agrega valor e fortalece nossa marca, mas também garante a segurança alimentar”, salienta Torres. Além disso, o frigorífico já planeja iniciar exportações para mercados exigentes como a União Europeia e os Estados Unidos, que valorizam qualidade e certificações rigorosas, a partir do final de 2026.
Sustentabilidade e Diferenciação de Raças na Rastreabilidade
A rastreabilidade também é um pilar essencial para a sustentabilidade. Monitorando todas as etapas da cadeia produtiva, é possível otimizar o uso de recursos, minimizar desperdícios e garantir práticas de bem-estar animal e produção sustentável. O Cortês, por exemplo, implementa ações que visam a compensação das emissões de gases de efeito estufa. Até o momento, a empresa já iniciou o plantio de 190 hectares de florestas, sendo 130 de eucalipto e 60 dedicados à regeneração de floresta nativa, além de iniciativas como o tratamento dos dejetos dos suínos em biodigestores, que gera energia elétrica renovável.
No Brasil, estima-se que existam cerca de 16 raças de suínos, entre industriais e autóctones. Assim, a diferenciação dessas raças se torna uma tendência que a rastreabilidade potencializa. Assim como no mercado de carnes bovinas, onde raças como a Angus se destacam, na suinocultura, raças como a Duroc são valorizadas por suas características de sabor, maciez e marmoreio, que atraem os paladares mais exigentes. A rastreabilidade assegura a procedência e a pureza da raça, garantindo ao consumidor que está adquirindo um produto de qualidade superior.
Para saber se a carne que você consome é rastreada, procure pelo QR Code nas embalagens. A maioria das empresas que investem em rastreabilidade disponibiliza esse código. Basta apontar a câmera do seu celular. Você será direcionado para uma página com informações sobre a origem do animal, a fazenda de criação, dados sobre a raça, no caso de O Cortês, a Duroc, e, em sistemas mais avançados, também sobre as certificações de bem-estar animal. Além disso, os selos de certificação de bem-estar animal, de carbono e de rastreabilidade da raça podem ser acessados por meio do QR Code.
Sobre O Cortês
O frigorífico O Cortês é parte do Grupo ARO, uma holding criada em 2000, e iniciou suas operações em outubro de 2023. Sua estrutura inclui uma granja própria, a Fazenda Memória, que atualmente abriga 10 mil suínos da raça Duroc, famosa por sua concentração de gordura entremeada na carne, o que proporciona marmoreio e, consequentemente, maciez e sabor. A planta frigorífica, localizada a 500 metros da granja, tem mais de 3,2 mil m² e uma capacidade de produção de 13 milhões de porções anuais. O portfólio inicial do O Cortês contará com 36 itens, com planos de expansão para mais de 80, abrangendo cortes americanos e ibéricos de padrão AAA (super premium), como Prime Rib e Tbone, além de embutidos e defumados, com porções de até 250g e um ticket médio de R$ 39 (ou US$ 7).

