Um Marco na Agricultura Baiana
O mês de dezembro de 2025 trouxe boas notícias para a agricultura da Bahia. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anunciou que a safra de cereais, oleaginosas e leguminosas alcançou a impressionante marca de 12,8 milhões de toneladas. Este resultado representa um crescimento de 12,8% em relação ao ciclo anterior, em 2024, evidenciando um desempenho robusto e promissor para os produtores baianos.
A pesquisa, que foi meticulosamente sistematizada e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), também forneceu dados sobre o prognóstico para 2026. Infelizmente, a previsão é de uma queda de 4,7% na produção de grãos, o que pode ser impactado por fatores como a redução do rendimento médio da soja e a lenta expansão das áreas de cultivo. Os preços da commodity estão abaixo das expectativas dos agricultores, o que tem gerado preocupações no setor.
Desafios e Perspectivas para as Culturas
Entre as culturas afetadas, destaca-se a soja, que deve apresentar uma queda na produção de 5,7%, conforme indicou o IBGE. O algodão também enfrenta dificuldades, com uma redução prevista de 17,5%, reflexo das atuais condições desafiadoras de rentabilidade e dos altos custos de produção.
Cabe ressaltar que, apesar dessas quedas, outras culturas como o milho e o feijão apresentam perspectivas mais otimistas. O prognóstico para a primeira safra de milho é um aumento de 8,1%, enquanto a primeira safra de feijão deve crescer 35,3%. Esses dados demonstram que, mesmo em um cenário adverso, algumas culturas estão superando as expectativas.
Áreas Plantadas e Rendimento Médio
Em relação à área plantada, a Bahia estima-se que haja uma ocupação de 3,65 milhões de hectares (ha), o que representa um crescimento de 2,8% comparado à safra de 2024. O rendimento médio das lavouras de grãos será de 3,52 toneladas por hectare, o que é 9,8% superior ao da safra anterior. Essa melhoria no rendimento é uma boa notícia para os agricultores, que têm trabalhado arduamente para melhorar a produtividade das suas terras.
O volume de soja colhido atingiu a marca de 8,61 milhões de toneladas, um crescimento significativo de 14,3% em relação ao ano passado. Com uma área plantada de cerca de 2,14 milhões de ha, o rendimento médio de 4,0 toneladas por hectare é um indicativo do sucesso dessa cultura no estado. Assim, a Bahia se consolida como um importante polo produtor de soja no Brasil.
Expectativas de Crescimento na Produção
Além da soja, a produção de milho deve atingir 2,74 milhões de toneladas, representando um aumento de 18,2% na comparação anual. Contudo, notou-se uma ligeira queda de 0,7% na área plantada, que contabiliza 605 mil ha. Para a primeira safra do cereal, a expectativa é de 1,93 milhão de toneladas, um crescimento impressionante de 24,6% em relação a 2024.
O algodão, um dos produtos mais significativos da safra baiana, deve alcançar 1,79 milhão de toneladas, revelando um ligeiro aumento de 1,4% em relação ao ano anterior. Essa produção mantém a Bahia no topo como o maior produtor do Nordeste e o segundo maior do Brasil, contribuindo com 18,2% da safra nacional.
Impactos nas Fruticulturas e Outros Produtos
Na fruticultura, a Bahia também se destaca. As lavouras de banana, laranja e uva apresentaram variações significativas: 906 mil toneladas (4,8%), 632 mil toneladas (0,3%) e 102 mil toneladas (84,4%), respectivamente. A mandioca e a batata-inglesa também mostram crescimento, enquanto o tomate, infelizmente, registrou uma queda de 48,4% na comparação com o ano anterior.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) complementou as previsões, apontando uma colheita total de 14,5 milhões de toneladas de grãos para a safra 2025/2026, um avanço de 3,7% em relação ao ciclo anterior. Isso se deve a uma ampliação na área plantada e condições climáticas favoráveis. Contudo, ainda há preocupações com os custos de produção e a rentabilidade geral das culturas.
Com tais dados, a safra baiana de 2025 se destaca como um marco de sucesso, apesar dos desafios que ainda persistem. Os agricultores da região continuam a mostrar resiliência e inovação, fatores fundamentais para garantir a produção e a qualidade dos grãos que chegam ao mercado.

