Prefeitura de Rio Branco oferece suporte médico no Parque de Exposições
A Prefeitura de Rio Branco, através da Secretaria Municipal de Saúde, garante um atendimento contínuo às famílias afetadas pela cheia do Rio Acre, que estão abrigadas no Parque de Exposições. Neste domingo (18), equipes de saúde estiveram no local, realizando atendimentos médicos e disponibilizando medicamentos para os necessitados.
De acordo com um boletim recente divulgado pela Defesa Civil Municipal, no sábado (17), a cheia já impactou 20 bairros da capital, afetando diretamente 521 famílias.
Erica Silva, moradora da região da Cadeia Velha há 14 anos, já enfrentou seis alagações. Durante o atendimento no parque, ela recebeu avaliação clínica e medicamentos de uso contínuo. “Estamos recebendo todo o apoio, e as equipes estão ajudando bastante. Ontem eu estava com dor de cabeça e hoje vim para ser atendida. Faço tratamento no Hosmac, com consultas a cada dois meses, e aproveitei para pegar alguns medicamentos que estava precisando”, comentou.
Frente ao atual cenário de cheia, o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, ressaltou a importância do trabalho integrado, que vai desde o monitoramento do nível do rio até o acolhimento das famílias. “Acompanhamos diariamente as atualizações da cota do rio e, com base nisso, implementamos o Plano de Contingência. As equipes de saúde, compostas por médicos e profissionais de enfermagem, estão garantindo atendimento imediato às famílias acolhidas. A atuação é integrada entre os setores da Prefeitura, envolvendo a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos”, afirmou Biths.
No momento, uma equipe multidisciplinar está realizando atendimentos e dispensando medicamentos de acordo com as necessidades de cada paciente. O diretor de Cuidados com a Saúde da Comunidade, Everton Maia, explicou que o atendimento inicial acontece por meio de equipes volantes. “Neste primeiro momento, as equipes estarão presentes diariamente para realizar a triagem e o acompanhamento das famílias. Se o número de pessoas acolhidas aumentar, podemos instalar uma unidade básica de saúde no local, como já ocorreu em anos anteriores”, comentou.
Ivan Ferreira, diretor de Assistência Social da SASDH, também destacou que o trabalho no parque inclui o monitoramento preventivo das vulnerabilidades sociais e de saúde, conforme estipulado no Plano de Contingência. “Estamos atentos às condições sociais e de saúde, como pessoas hipertensas e o acompanhamento de gestantes. Esse cuidado preventivo é essencial para assegurar dignidade às famílias acolhidas”, enfatizou.
No início dos atendimentos, predominam casos leves, que são classificados como atenção primária, explica a médica da rede municipal, Cinndy Aguiar. “Os atendimentos, neste primeiro momento, são majoritariamente de baixa complexidade. No entanto, sem o acompanhamento adequado, podem evoluir para quadros mais graves, como pneumonia. O contato com água contaminada e ambientes alagados aumenta o risco de doenças como viroses, dengue e leptospirose, o que ressalta a importância da presença das equipes de saúde”, explicou a profissional.
Jéssica Costa, moradora do bairro 6 de Agosto, está no parque com a família e recebeu atendimento para os quatro filhos. “Esse atendimento aqui está sendo muito bom, porque não precisamos sair para outros lugares. É rápido e ainda temos os remédios para as crianças que estão doentes”, concluiu.

