Mudanças na presidência do Federal Reserve podem ocorrer antes do esperado
O atual mandato de Jerome Powell como presidente do Federal Reserve (Fed) se encerra em 15 de maio, quando Kevin Warsh, indicado pelo ex-presidente Donald Trump, deve assumir o cargo, desde que a confirmação pelo Senado ocorra. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável pela formulação da política monetária e pelas decisões sobre as taxas de juros, realiza reuniões aproximadamente a cada seis semanas, totalizando oito encontros ao longo do ano.
As próximas reuniões de política monetária estão agendadas para os dias 17 e 18 de março, 28 e 29 de abril, e 16 e 17 de junho. Assim, caso Warsh seja confirmado e nomeado para uma presidência efetiva, ele poderá assumir o comando durante a reunião de junho. Contudo, essa antecipação é vista como uma possibilidade remota.
Ed Mills, analista de políticas da Raymond James, sugere que o governo Trump pode buscar uma confirmação mais rápida para Warsh. “Um fator que poderia acelerar esse processo é o fato de que Jerome Powell completará oito anos de mandato em 5 de fevereiro, tendo assumido a presidência do Fed nessa data em 2018”, afirmou Mills em uma análise divulgada na última sexta-feira (30).
De acordo com o especialista, existe a chance de que o presidente Trump e os republicanos no Congresso se unam para garantir a confirmação de Warsh logo após 5 de fevereiro, argumentando que Powell já terá cumprido seu tempo de serviço. Este cenário pode impactar significativamente a condução da política monetária nos Estados Unidos, especialmente em um momento de incertezas econômicas.
As implicações das mudanças na liderança do Fed sempre geram expectativa, pois o novo presidente poderá influenciar diretamente as diretrizes econômicas do país. A transição de Powell para Warsh poderá trazer novas estratégias em resposta aos desafios econômicos atuais, como a inflação e os efeitos da pandemia.

