Conectividade nas Escolas Públicas
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que a restrição do uso de celulares em sala de aula, aliada ao aumento da conectividade nas escolas públicas, está gerando resultados positivos no aprendizado dos estudantes. Em um pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e TV no último domingo, 8, Santana ressaltou que, com o retorno das aulas na rede pública, as melhorias já podem ser notadas.
De acordo com ele, a limitação do uso de dispositivos móveis trouxe um maior foco dos alunos nas atividades pedagógicas. “Após um ano da medida que restringe o uso de celulares, os efeitos começam a aparecer”, afirmou. Além disso, o acesso à internet nas escolas públicas brasileiras deve crescer de 45% em 2023 para 70% em 2026.
“Há muitas razões para comemorar. O governo do Brasil ampliou significativamente a conectividade das escolas públicas. Atualmente, 96 mil instituições já contam com condições adequadas de internet para utilização educacional”, destacou Santana, enfatizando que a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta pedagógica em sala de aula.
Avanços Educacionais e Projetos do Governo
No mesmo pronunciamento, que durou cerca de cinco minutos, Santana abordou outras conquistas da educação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ministro, em 2024, a taxa de crianças alfabetizadas na idade correta deve quase dobrar, subindo de 36% para 60%.
Ele também mencionou o programa Pé-de-Meia, que oferece um auxílio mensal de R$ 200 a estudantes do ensino médio que continuam matriculados. Esta iniciativa, segundo Santana, atinge quase 6 milhões de jovens e tem sido fundamental para a redução da evasão escolar nessa faixa etária, que foi cortada pela metade.
Transição do Ministério da Educação
Na última semana, Camilo Santana anunciou que deixará o cargo de ministro da Educação em abril. A saída, conforme esclareceu, tem o intuito de apoiar a reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), além de coordenar a campanha do presidente Lula no estado. Essa mudança já está gerando expectativas e discussões sobre quem assumirá a pasta na continuidade das políticas educacionais do governo.

