Preparativos para o Carnaval 2026
O Carnaval 2026 está em contagem regressiva e, para garantir que a festa ocorra em segurança e respeito, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) promoveu um Encontro Geral de Trabalhadores e Trabalhadoras. O evento, realizado no Largo Tereza Batista, reuniu cerca de 450 profissionais que vão atuar na folia, abordando temas cruciais como prevenção à violência contra a mulher, respeito à diversidade sexual e combate ao racismo.
O encontro contou com a presença do Secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, e das secretárias Neusa Cadore, de Políticas para as Mulheres, e Ângela Guimarães, de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais. Durante a atividade, foi destacado que o Carnaval deste ano terá mais de 180 atrações sem corda, alinhadas à campanha “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”.
Experiências e Expectativas dos Trabalhadores
A servidora Luciene Gonçalves dos Santos, conhecida como Negona, expressou sua animação para mais um Carnaval, mesmo já tendo participado de dez edições. “A sensação é de primeira vez. É uma experiência única, vamos que vamos”, declarou, enquanto se preparava para atuar na Central de Monitoramento 24 horas da festa no Pelourinho.
Sílvia dos Santos Ferreira, que também já tem experiência, se mostrou ansiosa por mais um ano no Programa Ouro Negro, afirmando: “Vamos fazer um belo Carnaval, com sabedoria e muita alegria.” Por outro lado, Ayana Santos Leite, que está vivenciando sua primeira experiência, disse estar encantada com a recepção em Salvador e atenta às discussões do encontro, que são muito significativas para a realização de uma festa segura.
Formação e Ações Preventivas
O encontro se destacou por oferecer um espaço de formação fundamental para garantir um Carnaval livre de violências e discriminações. A atividade atende a uma recomendação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e reforça a necessidade de prevenção e enfrentamento às diversas formas de violência, focando na violência contra a mulher, violência sexual, LGBTfobia e racismo. Durante o evento, foram discutidas orientações sobre acolhimento e os procedimentos de acionamento dos órgãos competentes, enfatizando a responsabilidade individual e institucional para um Carnaval seguro.
Bruno Monteiro, Secretário Estadual de Cultura, sublinhou a importância do Programa Ouro Negro e a relevância do Pelourinho para a festa. “É fundamental que tenhamos esse encontro para nos reconhecermos e entendermos nosso papel no espaço que trabalhamos. O Pelourinho é um local sagrado e de respeito, onde construímos avanços respeitosos, sempre em diálogo com a comunidade”, destacou.
Combatendo a Violência e Promovendo a Inclusão
A Secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, enfatizou a necessidade de proteger e acolher principalmente as mulheres em espaços públicos, afirmando que 97% das mulheres relatam ter enfrentado desrespeito durante o Carnaval. “A Sepromi disponibilizará uma tenda em frente à Câmara Municipal para que mulheres possam denunciar qualquer situação de violência. É nosso dever garantir a segurança de todos”, comentou.
Ângela Guimarães, por sua vez, reiterou que o racismo é crime e deve ser combatido. “No Pelourinho, o Carnaval é um espaço de diversidade, e precisamos estar atentos para que práticas de discriminação não tenham vez. Todos devem se sentir livres para serem quem são”, afirmou.
Integração e Cuidado Coletivo
É importante ressaltar que as ações planejadas para o Carnaval de Salvador em 2026 são fruto de uma combinação de esforços entre mais de 40 órgãos estaduais, com o objetivo de proporcionar uma festa democrática, segura e inclusiva. O evento contará com mais de 180 atrações sem corda, além de 150 atrações no Carnaval do Pelô e 250 horas de música. A Secult-BA também apoiará o desfile de 95 blocos de matriz africana, incluindo afros, afoxés, samba, reggae e blocos de índios, através do Programa Ouro Negro.

