Uma Nova Era para a Saúde Pública na Bahia
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), está prestes a embarcar em uma importante missão à Índia, acompanhando a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O principal objetivo da viagem é estabelecer uma colaboração com empresas indianas para a produção local de medicamentos atualmente oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que essa iniciativa possa impactar significativamente os gastos anuais com medicamentos, que atualmente somam R$ 1,7 bilhão.
Entre os medicamentos que estão na mira dessa parceria, destaca-se o Pertuzumabe, vital no tratamento do câncer de mama. Porém, o medicamento que apresenta o maior custo ao SUS é o Eculizumabe, utilizado para doenças raras, que tem um custo estimado em R$ 817 milhões. Outros medicamentos considerados para produção local incluem o Nivolumabe, uma imunoterapia eficaz contra diversos tipos de câncer, e o Bevacizumabe, também utilizado em tratamentos oncológicos.
A intenção do governo baiano é reduzir os custos dessas medicações em até 25%, tornando-as mais acessíveis à população. Ceuci Nunes, diretora-presidente da Bahiafarma, ressaltou o potencial de economia que essa produção local pode trazer. Ela mencionou que uma caixa de medicamentos que custa atualmente R$ 20 mil poderia ter seu preço reduzido a até R$ 6 mil, resultando em uma economia anual de R$ 600 milhões para os cofres do SUS.
Formalização do Compromisso em Eventos Internacionais
A formalização desse compromisso será realizada durante fóruns empresariais na Índia e na Coreia do Sul nos dias 21 e 23 de fevereiro, respectivamente. Essas reuniões serão cruciais para definir os termos e condições da parceria, além de permitir que as empresas internacionais responsáveis pela tecnologia e patentes dos medicamentos se integrem ao projeto. A expectativa é que essa aliança fortaleça a capacidade do SUS de oferecer tratamentos mais acessíveis e eficazes à população baiana.
Essa iniciativa faz parte de um movimento maior do governo estadual, que busca não apenas a redução de custos, mas também a autonomia na produção de medicamentos essenciais, garantindo assim um atendimento mais ágil e eficiente para os cidadãos. Além disso, a produção local pode impulsionar a economia baiana, gerando empregos e fortalecendo a indústria farmacêutica regional.
Com essa parceria, o governo da Bahia espera não apenas impactar positivamente o sistema de saúde, mas também melhorar a qualidade de vida dos baianos, proporcionando acesso a tratamentos que antes eram financeiramente inviáveis. A expectativa é que, com a implementação dessa estratégia, a Bahia se torne um exemplo de inovação e eficiência na gestão de saúde pública no Brasil.

