Dois Primeiros Casos de Mpox na Bahia
A Bahia confirmou na última quinta-feira (19) os dois primeiros casos de Mpox em 2026. Os registros foram feitos em pacientes de Vitória da Conquista e Salvador, conforme informações divulgadas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Segundo a Sesab, um dos casos pertence a uma paciente que reside em Vitória da Conquista, localizada na região Sul do estado, enquanto o outro é considerado importado, relacionado a um indivíduo que chegou de Osasco, em São Paulo, para a capital baiana.
Paciente em Vitória da Conquista em Isolamento
A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista informou que a paciente, que se encontra em isolamento, é uma mulher entre 30 e 39 anos, oriunda de outra cidade da região. Ela apresentou sintomas, como lesões cutâneas vesiculares e crostas, e foi internada no Hospital Geral de Vitória da Conquista no dia 5 de fevereiro. A paciente também testou positivo para catapora, e exames laboratoriais confirmaram a infecção por Mpox. Felizmente, ela apresenta uma boa resposta ao tratamento.
O corpo de saúde municipal reiterou que está monitorando o caso e implementando todas as medidas de vigilância e controle, segundo os protocolos sanitários, para assegurar a segurança da população.
Casos Importados e Resposta das Autoridades de Saúde
O segundo caso detectado na Bahia é classificado como importado, referente a um paciente que veio de Osasco para Salvador. Embora as autoridades não tenham fornecido informações clínicas detalhadas sobre este caso, ele integra os primeiros registros da doença no estado em 2026.
Após o primeiro caso de Mpox ser notificado em Porto Alegre (RS) na última terça-feira (17), o Ministério da Saúde do Brasil garantiu que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para identificação precoce da doença. Até o momento, o Brasil contabiliza 47 casos, sendo a maioria de quadros leves ou moderados, sem registro de óbitos. Os casos estão distribuídos entre os estados da seguinte maneira: 41 em São Paulo, 3 no Rio de Janeiro, 1 no Distrito Federal, 1 em Rondônia e 1 em Santa Catarina.
Comparativo Epidemiológico
Conforme os dados do Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde, consultados pelo R7 Planalto, os números de casos em 2026 são pelo menos cinco vezes inferiores ao mesmo período de 2025, quando 260 casos já haviam sido registrados entre janeiro e fevereiro.
O ministério afirmou que o país mantém vigilância ativa e respostas estruturadas para Mpox, enfatizando que o SUS está pronto para identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes. As equipes de vigilância continuam a monitorar e investigar os casos, rastreando contatos por 14 dias, uma medida indispensável para interromper cadeias de transmissão.
Orientações para a População
O Ministério da Saúde também alertou que pessoas com sintomas que possam indicar Mpox, como erupções cutâneas, febre e inchaço nos linfonodos, devem buscar uma unidade de saúde para avaliação clínica e informar sobre histórico de contato próximo com casos suspeitos ou confirmados.
Além disso, é recomendado que, sempre que possível, as pessoas se isolem até a avaliação médica e adotem medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos, para minimizar o risco de transmissão.

