Desmentindo os boatos sobre mpox na Bahia
Recentemente, circulou nas redes sociais, especialmente no Instagram e Facebook, uma informação alarmante que afirmava que a Bahia havia registrado 38 casos de mpox na semana do Carnaval. Contudo, essa informação é #FAKE. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) confirmou que, até a última segunda-feira (23), apenas um caso da doença foi registrado no estado. O paciente em questão é oriundo de Osasco (SP) e chegou a Salvador apresentando sintomas.
A doença conhecida como mpox é causada por um vírus da mesma família que a varíola humana e é classificada como uma zoonose viral, o que significa que pode ser transmitida entre humanos e animais. Os principais sintomas incluem febre, aumento dos linfonodos e lesões cutâneas ou nas mucosas. Um dos posts que viralizou na internet afirmava: “Bahia confirma 38 casos de Mpox e Salvador concentra a maioria dos registros”, o que claramente não reflete a realidade dos dados de saúde.
A verdade por trás da contagem de casos
Em atualizações da Sesab, foi esclarecido que, além do único caso confirmado, outros cinco foram descartados após análise e um foi reclassificado como varicela (catapora), o que desmonta a narrativa que circulava nas redes. O Ministério da Saúde também se manifestou em relação ao número total de casos no Brasil, que até a data mencionada somam 81 confirmações sem relato de óbitos.
Os dados revelam que São Paulo lidera a contagem, com 57 registros de mpox, seguido pelo Rio de Janeiro com 13, e outros estados como Rondônia e Minas Gerais com registros menores. Em 2025, o Brasil contabilizou 1.079 casos da doença, com duas mortes relacionadas.
Novas cepas e a avaliação da OMS
Além disso, uma nova cepa recombinante do vírus tem sido monitorada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que atualizou a classificação de risco da mpox. A organização considera o risco moderado para homens que mantêm relações sexuais com múltiplos parceiros, enquanto a população geral é vista como tendo um risco baixo, desde que não apresentem fatores de risco específicos.
Essa situação evidencia a importância de se checar a veracidade das informações que circulam nas redes sociais, especialmente em épocas sensíveis como o Carnaval, onde a desinformação pode gerar alarmes desnecessários. O Fato ou Fake, plataforma dedicada a combater notícias falsas, reiterou a necessidade de cautela ao compartilhar notícias sobre saúde pública.
Assim, é fundamental que os cidadãos estejam bem informados e que a veracidade das informações seja sempre checada, principalmente em um contexto onde a saúde coletiva é prioridade. Lembrando que o único caso de mpox registrado na Bahia está diretamente ligado a um paciente de outro estado, e a cidade de Salvador está em alerta, mas não em crise.
Enquanto isso, a Prefeitura de Santos, em São Paulo, confirmou dois novos casos recentes, mas ambos apresentaram boa evolução clínica e já receberam alta. Portanto, a situação em relação à mpox deve ser acompanhada com responsabilidade, evitando pânico e desinformação.

