Encontro entre Secretário e Comerciantes
O Largo Pedro Archanjo, um dos mais icônicos espaços culturais do Pelourinho, em Salvador, será temporariamente fechado para reformas estruturais. A ação visa proporcionar mais segurança, conforto e acessibilidade ao público que frequenta essa área histórica. Nesta sexta-feira (27), ocorreu uma reunião crucial entre comerciantes locais, o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, e técnicos da Secretaria Estadual de Cultura da Bahia (SecultBA). O diálogo teve como foco entender melhor as necessidades e preocupações dos trabalhadores que serão impactados pela obra.
A intervenção, orçada em R$ 1,7 milhão, será conduzida pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e faz parte de um conjunto de iniciativas do Governo da Bahia voltadas para a preservação e revitalização do Pelourinho. Bruno Monteiro informou que a reforma terá início na terceira semana de março e está prevista para ser finalizada em aproximadamente seis meses.
Fases da Intervenção e Impactos Positivos
A primeira etapa da reforma se concentrará na área do estacionamento, um passo essencial para organizar a logística do canteiro de obras e avançar para as demais adequações estruturais necessárias. O objetivo é garantir que o Largo Pedro Archanjo esteja pronto para o público antes do verão, que costuma atrair um grande número de turistas e uma rica programação artística na capital baiana.
“Embora a obra possa trazer alguns transtornos momentâneos para os comerciantes do Largo Pedro Archanjo, é fundamental que essa intervenção estrutural aconteça por razões de segurança. Estamos comprometidos em entregar um espaço requalificado, que trará benefícios significativos, especialmente durante a estação mais movimentada do Centro Histórico. Isso será vantajoso para todos os envolvidos, incluindo artistas, realizadores culturais e o público em geral”, destacou Bruno Monteiro.
Colaboração e Expectativas dos Comerciantes
A colaboração entre os representantes do IPAC e do Centro de Cultura Populares e Identitárias (CCPI) tem sido essencial. Eles estão engajados em ouvir atentamente as opiniões dos comerciantes, buscando garantir que o início das obras ocorra de maneira harmônica. Glória Maria da Silva Souza, proprietária do Restaurante Cajueiro, ressaltou a importância dessa escuta: “Acredito que reformas não devem trazer retrocessos. Espero que essa transformação traga melhorias. Estou preocupada com cada detalhe, pois envolve repensar nossa forma de trabalhar. Por isso, estarei presente em todos os encontros para tirar dúvidas e contribuir”, afirmou.
Alguns estabelecimentos, como restaurantes e bares, terão a opção de continuar operando via delivery durante o período de obras. Takuyra Dantas Costa, proprietária do Restaurante Boteco do Viajante, também expressou sua opinião: “O Largo Pedro Archanjo precisa de melhorias que vão além da segurança, como acessibilidade, qualidade sonora e iluminação”. A expectativa é que a reforma traga um ambiente mais propício tanto para os comerciantes quanto para os visitantes, refletindo a riqueza cultural da região.

