Desempenho Desastroso no Segundo Tempo
Após a goleada sofrida pelo Bahia, o treinador Rogério Ceni não economizou críticas em relação ao desempenho da equipe. Em uma reflexão franca, Ceni observou: “Até o momento do gol, só nós tivemos chances claras. Depois do 1 a 0, mudamos nosso estilo de jogo e não conseguimos manter a postura. Isso demonstra que ainda falta personalidade para continuar a disputa e alcançar os objetivos altos. Fomos um time até os 35 minutos e, a partir daí, tudo mudou drasticamente. Mesmo com a chance de empatar com um pênalti, o time não conseguiu se recuperar, e psicologicamente desmoronou. É evidente que precisamos de mais preparo para lutar na parte de cima da tabela”.
No que ele descreveu como um “desastre” para a equipe no segundo tempo, Ceni se mostrou inconformado: “É inaceitável. Se tivéssemos sido anulados pelo Remo, tudo bem. Mas nós, que tivemos um domínio total durante os primeiros 35 minutos, simplesmente paramos de jogar. É triste e inexplicável a mudança de comportamento que ocorreu após marcarmos o gol. Precisamos corrigir isso, caso contrário, nunca estaremos prontos para brigar pelo topo da tabela”.
Comportamento da Equipe Lamentável
O treinador também comentou o comportamento do time durante a partida: “Não vejo um excesso de preciosismo. O que precisamos é ter mais capacidade de encontrar o último passe. As jogadas estavam sendo criadas, e o domínio era nosso. O Remo estava visivelmente assustado e sem confiança, optando por chutar para frente até o momento do gol. A falha foi coletiva, e não podemos vir aqui, começar com um bom futebol, sair na frente e, em seguida, mudar radicalmente a nossa postura”. Para Ceni, foi difícil até explicar essa transição abrupta: “Sofremos o gol logo após perdermos um pênalti, e a partir dali ficou impossível resgatar a partida”.
Aprendizados Necessários
Ao refletir sobre os aprendizados que podem ser tirados desse jogo, Ceni destacou: “Não podemos mudar nossa atitude depois de fazer um gol. É preciso ter prazer em jogar, adaptando-se ao que a partida exige. Fomos bem até obter a vantagem, mas para lutar no topo, devemos continuar pressionando para aumentar essa vantagem, como fizemos contra o Bragantino. Precisamos de uma força mental maior, que nos impeça de mudar a atitude por conta de um gol sofrido ou de um gol feito. Será que temos medo de triunfar? Medo de decidir o jogo e avançar na tabela? Isso não pode acontecer”. Segundo o técnico, o gol marcado deveria ter proporcionado mais confiança à equipe, mas, na verdade, o que se viu foi um time se afundando cada vez mais. “A troca do goleiro, o gol no final do primeiro tempo, o gol logo no início do segundo, o pênalti perdido e outro gol; a partida acabou ali para nós. Não tivemos mais força para chegar ao gol do Remo e isso é inaceitável”, finalizou Ceni.

