Inovação e Integração em Saúde e Meio Ambiente
A participação da Bahia na 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP15) ganha destaque com a apresentação do projeto “Vigilância Animal Integrada em Aves Silvestres no Contexto de Uma Só Saúde”. Essa iniciativa, já em execução, tem se mostrado uma das melhores práticas do evento, ressaltando a importância da integração entre saúde e meio ambiente. A proposta evidencia o uso de animais como sentinelas na prevenção de riscos sanitários em uma escala global.
O trabalho, fruto de uma articulação eficaz entre a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), foi classificado em 18º lugar entre 50 projetos selecionados, evidenciando o avanço significativo nas estratégias desenvolvidas pela Sesab. Esse reconhecimento é um reflexo do comprometimento em unir esforços para melhorar a saúde pública e a proteção ambiental.
A COP15 se configura como um importante fórum global, reunindo representantes de mais de 130 países, além de especialistas, gestores públicos e organismos internacionais. O evento é fundamental para a conservação da biodiversidade, proteção de espécies migratórias e fortalecimento da cooperação internacional em gestão ambiental. A proposta da Bahia, com a atuação destacada da Sesab e do Departamento de Vigilância e Proteção (DIVEP), foca no monitoramento de aves silvestres, uma ferramenta estratégica tanto para a conservação da biodiversidade quanto para a mitigação de riscos sanitários.
Com essa proposta, a Bahia reforça a necessidade de integrar os setores de saúde e meio ambiente, promovendo o compartilhamento de informações e a análise qualificada de dados. Esse esforço visa construir respostas mais rápidas e eficazes frente a potenciais ameaças à saúde pública e ao meio ambiente, um aspecto crucial diante dos desafios contemporâneos.
Luciana Bahiense, referência técnica em vigilância de epizootias da DIVEP, enfatizou a importância da iniciativa. “O compartilhamento dessa experiência nos cenários nacional e internacional ressalta o potencial do nosso modelo de atuação. No conceito de Uma Só Saúde, trabalhamos sob uma perspectiva preditiva, onde os animais funcionam como sentinelas, ajudando a identificar riscos de introdução e dispersão de patógenos que afetam as saúdes animal, ambiental e humana”, afirmou.
Os encaminhamentos discutidos na conferência irão guiar as ações globais nos próximos anos. Espera-se que a conclusão do evento, que se estende até o dia 29 de março, resulte em resoluções, estratégias e compromissos multilaterais voltados à conservação da biodiversidade. Com a previsão de reunir cerca de 3 mil participantes, entre cientistas, delegações governamentais, ONGs, povos indígenas e comunidades tradicionais, a COP15 reafirma seu papel central nas discussões sobre saúde e meio ambiente.

