Inovações tecnológicas prometem aprimorar o combate ao crime no estado
Nesta sexta-feira (27), o Governo da Bahia deu um passo importante na melhoria das operações de segurança pública ao apresentar cinco novas aeronaves não tripuladas, também conhecidas como “superdrones”. A cerimônia de entrega ocorreu no Centro de Operações e Inteligência (COI), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Esses drones, que representam um investimento de aproximadamente R$ 700 mil, foram adquiridos com recursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A principal finalidade dos novos equipamentos é atuar em ações de inteligência no combate ao crime organizado, além de monitorar grandes eventos que acontecem no estado.
Marcelo Werner, secretário da Segurança Pública, ressaltou que os superdrones são equipados com câmeras térmicas, que têm a capacidade de identificar pessoas mesmo em condições de baixa visibilidade, como à noite ou em áreas de difícil acesso. “Estamos introduzindo uma ferramenta que não só aumenta a análise tática nas nossas operações, mas também proporciona mais segurança para nossos policiais”, declarou Werner.
Esses dispositivos têm autonomia de voo superior e oferecem transmissão de dados em tempo real, o que deve potencializar as investigações realizadas pela Polícia Civil. O delegado-geral André Viana comentou sobre a importância dessa tecnologia: “O monitoramento à distância com os superdrones garante maior segurança e eficiência nas operações policiais”, afirmou.
As aeronaves têm uma velocidade máxima de até 90 km/h e um alcance de transmissão que pode chegar a 40 quilômetros. Além disso, contam com um zoom híbrido que permite ampliar imagens em até 400 vezes, possibilitando a identificação de veículos, pessoas e placas de veículos a uma distância de até 5 quilômetros e objetos maiores a até 10 quilômetros.
O comandante-geral da Polícia Militar também destacou a versatilidade desses equipamentos, que poderão ser utilizados em operações em diversas regiões do estado, inclusive em situações de conflitos agrários. Isso irá facilitar o planejamento tático e a gestão das ações no campo, proporcionando uma resposta mais ágil e eficaz às demandas de segurança.

