Dossiê entregue à Unesco reforça a importância do forró
No dia 31 de outubro, o Governo da Bahia deu um passo significativo para a valorização do forró, entregando à UNESCO o dossiê que propõe a inclusão do forró tradicional na lista de Patrimônio Imaterial da Humanidade. Esta iniciativa, que conta com a colaboração do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e dos ministérios da Cultura (MinC) e Relações Exteriores (MRE), é um reflexo do compromisso do estado em preservar e promover essa rica manifestação cultural nordestina. O Consórcio Nordeste também desempenhou um papel fundamental nas articulações para esse reconhecimento.
Segundo Bruno Monteiro, Secretário de Cultura da Bahia, “o pleito de reconhecimento internacional representa o ápice de uma série de iniciativas de valorização do forró em diferentes frentes, como nas políticas de fomento em editais e articulações que reforçam a importância do reconhecimento do movimento cultural nordestino como patrimônio”. O dossiê apresenta o forró como uma expressão cultural que combina música, dança e práticas sociais, sendo amplamente reconhecido na região Nordeste e já registrado como patrimônio cultural imaterial do Brasil desde 2021.
Festival Internacional do Forró de Raiz
Em 2025, o Governo da Bahia marcou presença no Festival Internacional do Forró de Raiz, realizado em Lille, na França. Durante o evento, foi assinado um protocolo de cooperação entre os nove estados nordestinos, que se comprometeram com a salvaguarda e valorização do forró em nível internacional. A participação no festival teve como objetivo promover um intercâmbio cultural e ampliar a visibilidade do forró no exterior, além de fortalecer as articulações em torno da sua valorização como patrimônio cultural.
Fomento à Cultura do Forró
A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) tem se empenhado em valorizar o forró através de diversos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Um dos destaques é a Premiação Artística ao Forró da Bahia, que reconheceu e homenageou 28 agentes culturais que preservam e inovam dentro dessa tradição. Com um investimento de aproximadamente R$ 700 mil, a premiação abrangeu desde artistas consagrados até novos talentos e coletivos emergentes, visando não apenas premiar trajetórias, mas também fortalecer o forró como componente essencial da memória cultural nordestina, conforme enfatizado por Bruno Monteiro.
Reconhecimento das Quadrilhas Juninas
Outra ação significativa inclui o Prêmio Quadrilhas Juninas, que celebra a importância deste folguedo nas festas juninas. Este prêmio valoriza grupos dedicados à preservação das quadrilhas, incentivando a profissionalização e a criatividade, além de fomentar a continuidade dos saberes populares. O edital não apenas tem impacto cultural, mas também movimenta a economia criativa, envolvendo setores como figurino, cenografia, música e produção artística.
Calendário das Artes e Acesso à Cultura
A Secretaria também implementou o Calendário das Artes, que amplia as oportunidades de circulação e difusão artística ao longo do ano. Este calendário acolhe propostas em diversas expressões artísticas, incluindo iniciativas relacionadas ao ciclo junino, contribuindo para a descentralização do acesso à cultura e alcançando diferentes públicos e territórios. Essa política robusta fortalece a cadeia produtiva cultural, oferecendo condições para que artistas e produtores possam desenvolver suas atividades de forma contínua e sustentável.
As ações em andamento sob a PNAB formam um conjunto significativo de investimentos que abrangem variadas linguagens e contextos culturais, garantindo um acesso democrático a recursos e promovendo a diversidade das manifestações artísticas. O impacto positivo dessas ações é notável, especialmente no interior da Bahia, onde o forró continua a ser um elemento central nas festas juninas e nas celebrações comunitárias. Assim, essas iniciativas não apenas reforçam a promoção do forró em nível nacional, mas também ampliam seu reconhecimento internacional.

