Balanço do Edital Cultura Bahia Pela Paz
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) apresentou os resultados do Ciclo 1 do Edital Cultura Bahia Pela Paz, que faz parte da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O programa direcionou um investimento de R$ 780 mil para apoio a 12 organizações culturais, que atuam na transformação social de áreas com altos índices de vulnerabilidade em Salvador e Feira de Santana.
Entre junho e dezembro de 2025, as ações beneficiaram diretamente quase 700 crianças, adolescentes e jovens, totalizando cerca de mil pessoas impactadas em toda a rede. O sucesso do projeto permitiu a abertura do processo de renovação para as iniciativas selecionadas. Os agentes culturais têm até o dia 13 de abril de 2026 para formalizar a continuidade de suas ações, exclusivamente através do site www.bahiapnab.com.br.
Ações e Impactos no Ciclo 1
As atividades executadas pelos projetos escolhidos abrangeram uma ampla gama de expressões artísticas, que incluem oficinas de escrita criativa, ballet clássico, capoeira, música, teatro e artes visuais. O investimento em coletivos culturais reforça a ideia de que a cultura é uma política de segurança cidadã e sociabilidade igualitária, contribuindo para a redução da vulnerabilidade e o fortalecimento das redes comunitárias.
Bruno Monteiro, secretário estadual de Cultura, destacou: “O Bahia Pela Paz evidencia a cultura como ferramenta essencial de transformação social. Ao impactar a vida de pessoas em áreas vulneráveis, o Governo do Estado promove arte e fortalece redes de sociabilidade que abrem novos horizontes para crianças e jovens através das expressões culturais.”
Projetos do Ciclo 1
Entre os projetos que tiveram destaque no Ciclo 1, podemos mencionar:
- Circuito Di Kebrada (Inst. Eumelanina – Paripe): voltado para a escrita criativa e saraus, impactou 264 pessoas e gerou mais de 150 mil visualizações digitais, valorizando a cultura periférica.
- Contra a Onda (Assoc. Cultural Esperança – Paripe): ofereceu seis meses de formação em ballet clássico e figurinos para 60 jovens, resultando na produção de 20 figurinos autorais.
- Dupla Ação Capoeira (Assoc. Moradores Paripe em Movimento): ampliou o número de alunos atendidos e gerou renda para quatro famílias através da valorização da capoeira e ritmos afro.
- Letras e Notas (Igreja Batista Central de Paripe): integrou música e literatura para 45 jovens, promovendo acessibilidade através de ações com Libras e aquisição de novos instrumentos.
- Tokliterart na Melhor Idade (Condor Literário – Águas Claras): promoveu o bem-estar de mulheres idosas (60+) por meio de mediação literária, dança e artesanato, resultando na produção de um fotolivro.
- FavELA Por Uma Outra Narrativa (Favelartesafricanas – Águas Claras): realizou intervenções urbanas de grafite e plantio de ervas medicinais, ressignificando muros e espaços públicos do bairro.
- A Paz Começa na Villa (Inst. Princesa Anastácia – São Caetano): capacitou moradores em estamparia e mosaico, focando no empreendedorismo negro e no letramento racial.
- Formação Musical na Liberdade (Coletivo MUSA): ofereceu cursos livres de canto e instrumentos, formando um coletivo musical juvenil com alta demanda e formação técnica.
- Três Guerreiras da Liberdade (Cia Beluna de Teatro): circulou com espetáculo teatral e debates em escolas, atingindo 1.087 pessoas e promovendo a consciência crítica sobre a negritude.
- Capoeira para a Vida (Assoc. Cultural Linha 8 – Liberdade): utilizou a capoeira e a percussão para fortalecer a disciplina e a autoestima de 60 adolescentes em territórios como o Curuzu.
- Formação de Jovens e Mães Solteiras (Conceição – Feira de Santana): qualificou 110 pessoas em corte, costura e informática, promovendo autonomia financeira e doação de cobertores à comunidade.
- Pipas Literarts nas Escolas (Mangabeira – Feira de Santana): atuou em cinco escolas públicas com contação de histórias, impactando cerca de mil pessoas e fortalecendo a identidade cultural local.
O balanço dos projetos revela a importância da cultura como um ativo essencial para a transformação social, reforçando a visão de que, por meio da arte, é possível criar ambientes de inclusão e desenvolvimento humano.

