Programação Cultural da Bienal do Livro Bahia
A Bienal do Livro da Bahia, que teve início na quarta-feira e se estende até a próxima terça-feira, se consolida como a terceira maior do Brasil. O crescimento desse evento é um reflexo da pujante produção editorial da Bahia, berço de grandes nomes como Castro Alves, Jorge Amado e Itamar Vieira Júnior. Com o tema “Bahia — Identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”, a atual edição conta com uma programação recheada de escritores e editoras locais, representando de forma significativa a cultura baiana.
Um dos destaques da programação é a diversidade de mesas de bate-papo, com a participação de 170 personalidades do mundo literário. A curadoria do evento também busca equilibrar a cena local com algumas estrelas de renome nacional e internacional, incluindo a autora americana Julia Quinn, famosa por sua série “Bridgerton”, além das brasileiras Paula Pimenta e Thalita Rebouças.
Aumento de Expositores e Presença Local
Esta edição da Bienal também trouxe um aumento de 25% na área destinada aos expositores em comparação ao ano anterior, totalizando 112 editoras no Centro de Convenções Salvador. Além de editoras de grande porte com presença nacional, o público tem a oportunidade de visitar estandes de editoras locais, como Escariz, Letra A, P55, Caramurê, Paulinas, Arpillera, Paralela, Trem Fantasma, Orama e Studio Palma, entre outras, o que reforça a importância da produção literária regional.
Professores como Agentes da Leitura
No domingo (19), um dos momentos mais emblemáticos da Bienal foi protagonizado pelas educadoras Maria Helena Gomes Lobo, coordenadora pedagógica do Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão de Negócios e Turismo Navarro de Brito, e Eliane Santana, professora de inglês. Ambas não apenas visitam o evento, mas também atuam ativamente na promoção da leitura, alinhadas ao tema da Bienal: “Bahia: identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”.
Um dos importantes incentivos à leitura promovidos durante a Bienal é a distribuição de um vale-livro no valor de R$100, destinado a estudantes e professores. Maria Helena ressaltou a relevância dessa iniciativa, afirmando: “Considero a ação excelente, pois os profissionais da educação precisam ter acesso a livros, algo que, atualmente, pode ser complicado devido a questões econômicas. Essa iniciativa é digna de destaque”.
Eliane, por sua vez, expressou sua gratidão pela oportunidade proporcionada pelo vale-livro. “Achei fantástica! Adoro ler, mas nem sempre temos condições financeiras, e os livros estão caros. Se não fosse por essa iniciativa, talvez eu não pudesse comparecer”, destacou. Ela ainda espera que nas próximas edições, o valor do vale-livro seja maior, evidenciando o crescimento das políticas públicas voltadas à educação.
A Importância do Professor na Literatura
A presença dos docentes ganhou destaque durante a Bienal, com 19 professores da rede estadual lançando seus livros entre os dias 15 e 17, mostrando que a escola pública é um espaço fértil para a produção intelectual e artística. Isso não apenas valoriza o trabalho pedagógico, mas também expande o alcance das narrativas que são construídas nas instituições de ensino.
No estande do Governo do Estado, a Secretaria da Educação promove atividades que conectam literatura, ensino e identidade cultural, reforçando a importância da educação na formação da sociedade.
Neste domingo (19), último dia para o uso do vale-livro, o estande continuou movimentado, com educadores aproveitando a chance de renovar seus acervos e expandir seus repertórios literários. A Bienal do Livro da Bahia, que segue até a terça-feira (21), oferece uma programação rica que entrelaça cultura, educação e cidadania, reafirmando seu papel transformador na comunidade escolar e seu compromisso com a democratização do conhecimento.

