Pint of Science 2026: Ciência, Música e Diversidade
O festival internacional de divulgação científica Pint of Science está de volta a Salvador, programado para os dias 18, 19 e 20 de maio de 2026, na Cervejaria Artmalte, situada no Rio Vermelho. Este evento gratuito busca tornar a ciência mais acessível e envolvente para o público, apresentando palestras de cientistas de várias áreas. Nesta edição, o foco será em temas como a ciência nas periferias e a democratização do conhecimento nas áreas de tecnologia e saúde. O festival também contará com um esquenta musical, seguido por mesas-redondas que terão início sempre às 19h, marcando a celebração da ciência com um brinde. O melhor de tudo: não é necessário fazer inscrição prévia para participar.
Valéria Borges, coordenadora geral do evento, ressalta que a escolha dos temas é baseada no feedback do público e nas preocupações contemporâneas da sociedade. “Reunimos cientistas renomados, principalmente vozes negras e LGBTQIAPN+, para promover uma ciência inclusiva, cidadã e inovadora”, afirma Valéria.
A Origem do Pint of Science
O Pint of Science teve sua origem em 2013, em Londres, criado por estudantes que desejavam compartilhar suas pesquisas em ambientes informais, como bares e restaurantes. A proposta foi um sucesso e, desde então, o festival é realizado anualmente em mais de 500 cidades ao redor do mundo. No Nordeste do Brasil, o evento acontece desde 2017 e é coordenado pelo pesquisador Denis Soares, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde 2024, a responsável pela coordenação geral em Salvador é a cientista Valéria Borges, representando a Fiocruz Bahia.
Uma Programação Diversificada
A programação do Pint of Science em Salvador promete ser variada e rica em conteúdos. Os participantes poderão explorar diferentes facetas da ciência e do conhecimento de uma maneira descontraída e acessível. Valéria Borges enfatiza a importância de promover diálogos entre cientistas e o público. “Estamos comprometidos em trazer uma programação que reflita as vozes e experiências de grupos historicamente sub-representados na ciência”, complementa.
Além das palestras e debates, o festival busca criar um ambiente propício para a troca de ideias e experiências, fortalecendo a conexão entre ciência e sociedade. “Queremos que as pessoas se sintam parte da conversa e que a ciência seja vista como algo que pertence a todos”, conclui Valéria.

