Seminário “Por um Fio” reforça debate sobre tecnologia e trabalho na Bahia
O seminário “Por um Fio: o futuro do trabalho é um mar que se atravessa junto” desembarcou em Salvador para ampliar a discussão sobre as transformações tecnológicas no ambiente laboral. Promovido pelo Fazendo Escola, Agência Agulha e pelo Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia (SINTAJ), o evento segue a trajetória iniciada em Santa Catarina, em parceria com o SINJUSC e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e no Rio Grande do Sul, com o Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Sindjus-RS).
Impactos da tecnologia no trabalho e a organização sindical
A iniciativa tem como objetivo fortalecer e unificar o debate sobre o avanço das tecnologias e as mudanças no mundo do trabalho, promovendo a reflexão sobre como essas transformações afetam as condições dos trabalhadores e a atuação sindical. Os diretores do SINJUSC Samuel Santos Silva, Ellen Caroline Pereira e Neto Puerta participaram da programação. Neto também atuou como palestrante e é presidente do Fazendo Escola.
Durante o evento, Neto ressaltou que a tecnologia não é neutra e deve ser discutida em relação a quem ela serve e quais impactos gera no trabalho. “A tecnologia precisa servir para melhorar a nossa vida, e não para piorá-la. Mas ela não é neutra: tem lado e cumpre uma função. Por isso, precisamos discutir quem controla as tecnologias, a serviço de quem elas estão e quais impactos produzem no mundo do trabalho”, afirmou.
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Fonte: soudebh.com.br
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Fonte: daquibahia.com.br
Ellen Caroline destacou a relação entre tecnologia, saúde e tempo de vida, lembrando a importância de construir perspectivas para o sindicalismo diante das mudanças. “Precisamos disputar a própria concepção de tecnologia e pensar em como ela pode contribuir para transformar, de fato, o mundo do trabalho, sem perder de vista que, apesar de todos os desafios, é preciso construir perspectivas para o sindicalismo”, afirmou.
Samuel Santos Silva acrescentou que as desigualdades no tempo disponível e nas condições de vida influenciam a possibilidade de qualificação e futuro dos trabalhadores. “No mundo do trabalho, é preciso considerar que nem todas as pessoas têm as mesmas 24 horas. As condições de vida, o acesso à cidade e o tempo gasto no deslocamento determinam as possibilidades que cada trabalhador tem de estudar, se qualificar e construir seu futuro. O ‘Por um Fio’ também é sobre isso: apesar de todas as dificuldades, precisamos sair daqui com um fio de esperança e a certeza de que o mundo pode ser melhor para nós”, destacou.
Documentário “Por um Fio” integra debate e reforça impacto das tecnologias
Como parte da programação, o documentário “Por um Fio” foi exibido sob aplausos. A produção audiovisual investiga a conexão entre saúde física e mental, condições laborais e o impacto da tecnologia na atualidade, dialogando diretamente com os temas do seminário. A realização do evento em vários estados reforça a proposta do Fazendo Escola de ampliar e unificar a discussão nacional sobre as transformações tecnológicas e seus efeitos no mundo do trabalho.

