Salvador consolida sua posição no turismo cultural
Mais de 2 milhões de visitantes passaram pelos principais equipamentos culturais de Salvador entre 2021 e 2025, consolidando uma política pública que transformou a cultura em um dos pilares do turismo, da economia criativa e da revitalização urbana da capital baiana. Nos últimos anos, a Prefeitura adotou uma estratégia consistente, ampliando e requalificando espaços municipais e fortalecendo parcerias para criar novos atrativos para moradores e turistas, com destaque para o Centro Histórico.
Principais equipamentos e números expressivos
O impacto dessa iniciativa fica claro nos números. Cinco dos principais equipamentos culturais da cidade – Cidade da Música da Bahia, Casa do Carnaval, Galeria Mercado, Casa do Rio Vermelho e Casa das Histórias de Salvador – receberam juntos mais de 1,3 milhão de visitantes no período. A Cidade da Música da Bahia, por exemplo, contabilizou 354.304 visitantes, enquanto a Casa do Carnaval atraiu 317.624 pessoas.
Quando considerados os demais espaços culturais municipais e parceiros, o circuito ultrapassa a marca de 2 milhões de visitas. Esses resultados posicionam Salvador como referência nacional em turismo cultural e economia criativa, refletindo uma trajetória de valorização do patrimônio histórico e da identidade local.
Espaços culturais que resgatam a história e a identidade soteropolitana
Entre os destaques está a Casa das Histórias de Salvador, inaugurada em 2024, que oferece uma releitura da formação da primeira capital do Brasil a partir das contribuições negras e indígenas. Com exposições permanentes e temporárias, obras de artistas contemporâneos e recursos digitais distribuídos em quatro pavimentos, o espaço é um exemplo da modernização cultural da cidade.
A Galeria Mercado, também aberta em 2024, ocupa o subsolo do Mercado Modelo e preserva a memória desse símbolo da cidade, homenageando personalidades como Camafeu de Oxóssi, Mãe Menininha do Gantois e Mãe Senhora. Outro patrimônio importante é a Casa do Benin, que abriga um dos principais acervos afro-brasileiros do país, com cerca de 200 peças reunidas pelo fotógrafo e etnólogo Pierre Verger, e mantém o projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi.
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Experiências culturais e tecnológicas para visitantes
A Casa do Carnaval é reconhecida como um dos museus mais tecnológicos do país dedicados à maior festa popular do mundo, oferecendo mais de cinco horas de conteúdo bilíngue e atividades interativas. Já a Casa do Rio Vermelho, última residência de Jorge Amado e Zélia Gattai, reúne mais de 30 horas de conteúdo audiovisual distribuído em 17 ambientes temáticos e está entre os 10% melhores atrativos do mundo, segundo o TripAdvisor.
O Memorial 2 de Julho resgata a história da Independência da Bahia por meio de experiências digitais e interativas, enquanto a Cidade da Música da Bahia, inaugurada em 2021, tornou-se um dos equipamentos mais visitados, com mais de 740 horas de conteúdo digital, biblioteca, salas imersivas, estúdio interativo e oficinas culturais que já envolveram cerca de mil artistas.
Artes visuais, fotografia e valorização da cultura afro-brasileira
Além dos museus, o circuito cultural inclui espaços dedicados às artes visuais e à fotografia, como o Espaço Pierre Verger, no Forte de Santa Maria, com um acervo superior a 10 mil fotografias e homenagens a fotógrafos baianos. O Espaço Carybé, no Forte de São Diogo, utiliza tecnologia para apresentar mais de 500 obras digitais do artista argentino naturalizado brasileiro.
Destaca-se também o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), que recebeu apoio da Prefeitura para sua inauguração e se consolidou como referência nacional na valorização da cultura de matriz africana, com exposições, ações educativas e intercâmbio cultural.
Investimento contínuo e impacto na cidade
Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, a transformação cultural de Salvador é fruto de investimentos constantes ao longo dos últimos 12 anos. “A cidade que antes contava com poucos equipamentos culturais estruturados passou a investir de forma consistente na recuperação de seu patrimônio, na criação de novos espaços de visitação e na valorização da produção cultural”, afirma.
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Segundo Reis, esses investimentos foram fundamentais para impulsionar o turismo, especialmente no Centro Histórico. “Cada equipamento revitalizado representa mais circulação de pessoas, mais oportunidades para empreendedores locais e mais vida para uma região que voltou a ser protagonista”, destaca. Essa estratégia integra preservação, economia criativa e turismo de forma permanente.
Educação ambiental e espaços para a infância
O circuito cultural também se expandiu para incluir espaços voltados à educação ambiental e à primeira infância. Inaugurado em 2025, o Mundo Encantado da Criança, no Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), é resultado de uma parceria entre as secretarias municipais de Cultura e Turismo e de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal.
Com 13,8 mil metros quadrados, o local reúne educação ambiental, literatura, tecnologia, brincadeiras e sustentabilidade, ampliando a diversidade de experiências culturais disponíveis para crianças e famílias.
Distribuídos por diferentes regiões, os equipamentos culturais de Salvador oferecem uma variedade de experiências ligadas à história, música, artes, literatura, fotografia, cultura afro-brasileira e educação ambiental, consolidando a cidade como um polo cultural e turístico vibrante.

