Aumento expressivo de chikungunya na Bahia
Os dados recentes da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) mostram um salto preocupante nos casos de chikungunya, que cresceram 310,8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já os registros de Zika subiram 19,8%, enquanto os prováveis casos de dengue diminuíram 19,9%. Apesar dessa redução, a infectologista e professora da Faculdade de Medicina Zarns Salvador, Raquel Viana (CRM-BA 14730 / RQE 13995), alerta que a queda na dengue não significa que os riscos desapareceram. “Ainda temos mais de 20 mil casos prováveis e 492 casos graves no período analisado”, destaca.
Dengue, chikungunya e Zika: sintomas e riscos
As três doenças apresentam sintomas semelhantes, como febre e dores no corpo, o que pode dificultar o diagnóstico inicial. No entanto, existem sinais que ajudam a diferenciá-las. A dengue costuma manifestar febre alta e súbita, dor de cabeça intensa e desconforto atrás dos olhos. Já a chikungunya se destaca pela dor muito forte nas articulações, que pode persistir e afetar a qualidade de vida do paciente. A Zika, por sua vez, geralmente provoca sintomas mais leves, como febre baixa, manchas vermelhas e coceira.
O aumento dos casos de chikungunya é motivo de atenção especial. Até 10 de agosto, foram notificados 8.117 casos prováveis da doença na Bahia, contra menos de 2 mil no mesmo período do ano anterior. “A chikungunya não é uma doença leve, como muitos acreditam”, enfatiza Raquel. Além dos sintomas agudos, parte dos pacientes pode desenvolver dores crônicas que dificultam o trabalho e o dia a dia.
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Cuidados para gestantes e prevenção constante
Para a Zika, o maior risco está para gestantes, já que a infecção pode levar a malformações congênitas, como microcefalia. “A atenção com as grávidas deve ser redobrada”, alerta a infectologista. Amanda, jornalista que enfrentou a doença, relata sintomas persistentes por mais de uma semana, com dor de cabeça e tontura, mas sem dores nas articulações.
Independentemente da doença, o combate ao mosquito transmissor é a principal forma de prevenção. Raquel reforça que a maior parte dos focos está dentro das residências, em água parada. Por isso, eliminar esses criadouros é fundamental para frear a circulação dos vírus.
Quando procurar atendimento e evitar automedicação
Ao surgir os primeiros sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente. A automedicação, especialmente com anti-inflamatórios ou ácido acetilsalicílico, pode agravar quadros, principalmente em casos de dengue, devido ao risco de sangramento. “Nunca use medicamentos sem confirmação diagnóstica”, reforça a professora da Faculdade de Medicina Zarns Salvador.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Cuidar da saúde exige atenção constante. Conhecer os sinais e manter a prevenção ativa são passos essenciais para evitar complicações e preservar a qualidade de vida da população baiana.

