Mulheres e jornalismo em pauta no FLIFS
O terceiro dia da 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) trouxe uma programação diversa que conectou literatura, jornalismo, cultura pop e tradições populares. Um dos momentos mais marcantes foi a mesa “O lugar da mulher na construção da narrativa jornalística”, reunindo as jornalistas Jéssica Senra e Midiã Noele para discutir a presença feminina na comunicação.
O debate abordou não só o protagonismo das mulheres nas redações e diante das câmeras, mas também os desafios enfrentados frente aos estereótipos que ainda permeiam a mídia. A discussão ressaltou a importância de abrir espaços para vozes diversas, ampliando perspectivas no jornalismo e contribuindo para uma construção narrativa mais plural.
Ampliação das perspectivas femininas na mídia
Jéssica Senra destacou como a presença feminina em posições de destaque na comunicação permite a construção de outros olhares sobre os fatos, rompendo com a predominância histórica masculina na área. Midiã Noele reforçou que criar ambientes voltados para a realidade e as experiências das mulheres é essencial para enfrentar desigualdades sociais e valorizar narrativas autênticas.
Essas reflexões fizeram parte da programação do FLIFS dedicada à comunicação e à construção de novas narrativas, mostrando a relevância cultural de ampliar o protagonismo feminino no jornalismo contemporâneo.
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Jovens, literatura e cultura pop em diálogo
O público jovem teve espaço garantido por meio do Conectados, iniciativa que aproximou as novas gerações da literatura e da cultura pop. Atividades relacionadas à cultura geek e mesas sobre o universo pop e a literatura aproximaram diferentes formas de produção cultural, conectando leitores a outras expressões artísticas.
O encontro com Deco Filipe, artista e escritor, também aproximou público e autor, ao compartilhar processos criativos e experiências literárias, reforçando o caráter do festival de reunir múltiplas linguagens em torno da literatura.
Festival de Violeiros integra tradição e cultura popular
O 48º Festival de Violeiros de Feira de Santana foi incorporado pela primeira vez à programação do FLIFS, promovendo uma competição que valoriza o repente, a cantoria e a viola. O evento contou com a participação de duplas de diferentes estados do Nordeste, como Leandro Tranquilino e Nadinho de Riachão (BA); Fabiane Ribeiro (MA) e Matheus Ferreira (SP); Edvaldo Zuzu e Daniel Olímpio (PE); e Hipólito Moura (PE) e Raimundo Caetano (PB).
Além da competição, o festival homenageou a dupla Dadinho e Caboquinho na Praça do Cordel, espaço que integra as atividades culturais do FLIFS, reforçando a conexão entre literatura e manifestações populares.
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Raimundo Caetano e Hipólito Moura conquistam o primeiro lugar
Raimundo Caetano e Hipólito Moura (PE) foram os vencedores do 48º Festival de Violeiros, enquanto Fabiane Ribeiro e Matheus Ferreira ficaram em segundo lugar. A terceira colocação ficou com Edivaldo Zuzu e Manoel Olímpio, e a quarta com Nadinho de Riachão e Leandro Tranquilino. A variação no nome do terceiro colocado, inicialmente citado como Daniel Olímpio, foi corrigida para Manoel Olímpio na divulgação final.
Essa integração do Festival de Violeiros ao FLIFS ampliou o espaço dedicado à cultura popular e à oralidade, enriquecendo a programação com apresentações musicais e debates literários.
FLIFS: patrimônio cultural e diversidade artística
Desde 2007, o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. A iniciativa, realizada pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em parceria com o Sesc Feira de Santana, promove anualmente ações que envolvem livro, leitura e manifestações culturais diversas, como contação de histórias, cordel, oficinas, lançamentos e apresentações musicais.
Completando 19 anos em 2026, o FLIFS mantém sua proposta de reunir diferentes linguagens em torno da literatura, valorizando a circulação cultural regional e fortalecendo o diálogo entre artistas, produtores e o público local.

