Parada LGBT+ Bahia em Salvador: cultura e resistência no circuito Barra/Ondina
A 23ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ Bahia acontece no próximo dia 6 de setembro, na véspera do feriado da Independência, em Salvador (BA). Organizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), o evento começa às 12h com concentração no Farol da Barra, enquanto a saída dos 13 trios elétricos está marcada para as 15h, seguindo pelo tradicional circuito Barra/Ondina. A programação é recheada de apresentações artísticas, homenagens e manifestações em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+.
“Vergonha adoece. Orgulho cura!”: o tema que guia a 23ª edição
O tema escolhido para esta edição, “Vergonha adoece. Orgulho cura!”, propõe uma reflexão profunda sobre os impactos do estigma, da vergonha e da discriminação na saúde mental e física da comunidade LGBTQIAPN+. O GGB destaca que a ideia de que o “armário” protege não se sustenta, apontando os danos do isolamento causado pelo preconceito e reforçando a importância de ocupar espaços públicos e de convivência para fortalecer a cidadania.
Palco da Diversidade celebra Luiz Mott e a história da luta LGBTQIAPN+
As atividades culturais no Palco da Diversidade – Luiz Mott, localizado no Farol da Barra, começam às 11h. O espaço homenageia o antropólogo e fundador do GGB, que completa 80 anos, e recebe uma programação que mistura MPB, música eletrônica e samba de terreiro. Entre os apresentadores estão Scarleth Sangalo, Michelle Loren e Jocimar Ramos, enquanto nomes como Vanusa Alves, Suzy BabyDoll e o grupo da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam) enriquecem a agenda.
Shows e DJs animam a festa até o anoitecer
A partir das 15h, Sylvia Patricia assume o palco para o show principal. Logo depois, os DJs Moon Boy e Dubai, acompanhados pelos Habibis, mantêm o ritmo até a noite. A banda Orísun fecha as apresentações às 19h, garantindo um encerramento forte para a programação musical do dia.
Padrinhos de honra e a presença da cultura na Parada
O antropólogo Luiz Roberto de Barros Mott e a cordelista e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salete Maria, são os padrinhos de honra do evento. Mott é referência histórica na luta contra a LGBTfobia no Brasil, enquanto Salete utiliza a literatura de cordel para dialogar sobre desigualdades sociais e questões identitárias.
Turismo e economia local: impacto da Parada na cidade
Além da forte carga cultural, a Parada também movimenta a economia de Salvador. Pesquisa da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur) durante a 17ª edição apontou um gasto médio individual de R$ 940,56 por participante, com permanência média de 5,5 noites na cidade. O índice de aprovação foi alto, com 83,3% dos entrevistados afirmando que retornariam ao evento. Para 2026, o GGB estima um impacto econômico de pelo menos R$ 18 milhões em apenas um dia, reforçando a importância da Parada para o turismo local.
Cortejo reúne diversidade em 13 trios elétricos pelo circuito Barra/Ondina
O desfile concentra-se no Farol da Barra a partir do meio-dia, com saída marcada para as 15h. Os 13 trios elétricos contam com a participação de artistas, movimentos sociais, torcidas organizadas e entidades civis. No trio do GGB, os padrinhos Luiz Mott e Salete Maria dividem o espaço com os DJs Prettin D’Kingo e Binho Gomez. A abertura do cortejo é marcada pela interpretação do Hino Nacional por Allyssa Anjos, enquanto Denny Santanna canta o Hino ao Dois de Julho, reforçando a conexão entre cultura e identidade durante a celebração.

