Início da movimentação natalina nas ruas de Salvador
Com pouco mais de três meses para o Natal, o comércio de Salvador já começa a apresentar sinais da festa, ainda de forma tímida. No Centro da cidade, vitrines exibem panetones, enfeites, artigos para casa e embalagens que antecipam o clima natalino. Embora os produtos tradicionais do dia a dia ainda dividam espaço nas lojas, a expectativa é que, nas próximas semanas, o vermelho, o dourado e os elementos típicos da data ganhem mais destaque nas vitrines.
Comércio aposta em aumento das vendas e crédito como motor
Estabelecimentos como Americanas, Le Biscuit, mercados e armarinhos já reservam espaço para artigos natalinos. A vendedora Rita de Cássia Amaral aposta em uma temporada de vendas positiva, semelhante ao ano anterior. “Estou otimista de que as vendas vão crescer, considerando que a inflação está estável e há perspectiva de alta nas compras”, comenta. Já a aposentada Almerinda Conceição, que passeava pela Avenida Sete, planeja começar a organizar as economias para os presentes a partir do próximo mês. Ela acredita que, após as eleições, a economia poderá encontrar um rumo mais claro, contribuindo para um Natal mais próspero do que em anos anteriores.
Cenário econômico e impacto nas compras
A antecipação do movimento natalino ocorre em um contexto de inflação mais controlada. A Região Metropolitana de Salvador registrou deflação de 0,59% em agosto, enquanto o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,64%. Esse ambiente mais ameno dá fôlego para consumidores e comerciantes acompanharem o crédito e o orçamento familiar para a temporada.
Além do consumidor final, grandes lojas atendem também pequenos comerciantes, empresas e condomínios, que precisam preparar suas decorações com antecedência. Um dos símbolos mais tradicionais do Natal, o panetone, já está presente em 63% dos lares brasileiros e movimentou R$ 1,36 bilhão entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, segundo a Abimapi, com crescimento de 3,5% no faturamento.
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
Resultados positivos no comércio baiano e projeções para o Natal
Na Bahia, o Natal de 2025 registrou crescimento nas vendas do comércio. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), baseados na Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, indicam alta de 8% em dezembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A Fecomércio-BA havia projetado um faturamento de R$ 22,6 bilhões para o período.
O crédito aparece como fator decisivo para o desempenho das vendas. Pesquisa nacional da CNDL e SPC Brasil apontou que 79% dos consumidores consideram o crédito importante para as decisões de compra no Natal de 2025, e 39% afirmaram que comprariam menos presentes sem essa possibilidade.
Debate sobre jornada de trabalho preocupa o comércio
Enquanto o comércio se prepara para a temporada de maior movimento, empresários acompanham a discussão sobre o fim da escala 6×1. Em agosto, entidades como Fecomércio-BA, FIEB, FAEB e Fetrabase manifestaram-se contra a votação da Proposta de Emenda Constitucional antes das eleições, defendendo maior debate sobre os impactos econômicos da mudança na jornada de trabalho.
O presidente do Sindilojas-BA, Paulo Motta, alerta para os riscos dessa alteração: “Eliminar o sexto dia de trabalho pode gerar desemprego e dificultar a sobrevivência das empresas do comércio”. Ele critica a ampliação do Bolsa Família no atual cenário, classificando como desrespeito a quem produz e gera emprego.
Motta defende condições que permitam a ampliação das atividades comerciais, ressaltando a necessidade de tranquilidade para investir, gerar emprego e abrir novas lojas, sem ficar refém de estruturas que prejudicam o país.
Preparação para o Natal de 2026 já movimenta Salvador
Com o Natal de 2026 começando a aparecer nas vitrines, a contagem regressiva para a maior temporada do comércio está em andamento. Entre panetones, enfeites e consumidores que ajustam seus orçamentos, lojistas apostam que a antecipação do período de compras se converterá em vendas concretas, impulsionando a atividade econômica da cidade.

