Ibovespa e Petrobras impulsionam recuperação no mercado pós-eleições
O Ibovespa registrou um salto significativo de 9,1%, alcançando 209.605,7 pontos, impulsionado pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil. A definição dos candidatos para o segundo turno, entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), movimentou o pregão desta segunda-feira (5), refletindo diretamente na confiança dos investidores.
Flávio Bolsonaro liderou a votação com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, abrindo uma diferença de quase 2 pontos percentuais que animou o mercado financeiro. Além disso, o Partido Liberal (PL) consolidou sua força no Senado, elegendo 19 parlamentares e ampliando sua bancada para 28 membros a partir de fevereiro, o que sinaliza maior estabilidade política para certas pautas econômicas.
Perspectivas para a economia e comportamento dos juros
Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, destaca que o mercado está ajustando suas expectativas diante da maior probabilidade de alternância no poder e possíveis mudanças na política fiscal a partir de 2027. Essa antecipação gerou alta volatilidade no pregão, especialmente observada no movimento dos juros longos, que servem como indicador para distinguir se o rali é apenas eleitoral ou o início de uma reprecificação estrutural do mercado brasileiro.
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Setores e ações que lideram a alta
Os efeitos do movimento já são visíveis nas ações do Ibovespa. Petrobras (PETR3; PETR4) teve valorização de 5,63% nos papéis ordinários e 6,45% nos preferenciais. A Vale (VALE3) acompanhou com uma alta menor, de 1,83%. Entre os bancos, o desempenho foi ainda mais expressivo: Itaú (ITUB4) avançou 9,15%, Banco do Brasil (BBAS3) subiu 12,39%, Bradesco (BBDC3; BBDC4) teve elevação acima de 10%, e o BTG Pactual (BPAC11) disparou 14,24%.
Fernando Siqueira, head de Research da Eleven, observa que o mercado já havia antecipado parte desse movimento na semana anterior, com o Ibovespa crescendo 4,71%. No entanto, a votação da oposição reforçou a tendência, especialmente afetando empresas menores, mais endividadas e com desempenho financeiro mais fraco, conhecidas como small caps.
Histórico e movimentação do mercado internacional
Os dados históricos confirmam que os dias seguintes ao primeiro turno tendem a registrar valorizações relevantes no Ibovespa. Segundo levantamento de Einar Ribero, da Elos Ayta Consultoria, nas últimas três eleições presidenciais, o índice subiu acima de 4% na segunda-feira seguinte à votação inicial. A maior alta recente foi em 2022, quando o Ibovespa avançou 5,54% e o dólar PTAX, calculado pelo Banco Central (BC), caiu 3,82%, refletindo confiança do mercado.
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Fonte: belembelem.com.br
No pré-mercado de Nova York, o ETF EWZ, que reúne ações brasileiras, teve alta de 11,81%, sinalizando entrada de capital estrangeiro na Bolsa local, reforçando o impacto positivo no cenário econômico nacional. Essa movimentação aponta para um interesse renovado dos investidores internacionais diante do cenário político e econômico brasileiro.

