Reinauguração da Sala de Rochas Ornamentais na Bahia
O Museu Geológico da Bahia (MGB), ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), reabre a Sala de Rochas Ornamentais da Bahia no dia 12 de novembro. O espaço, que reúne mais de 60 peças, destaca a riqueza geológica do estado, ressaltando a relevância científica, cultural e econômica dos minerais baianos. A reinauguração traz uma proposta moderna, combinando tecnologia e interatividade para aproximar o público do conhecimento geocientífico.
Variedade e valor das rochas ornamentais baianas
A exposição destaca uma ampla gama de rochas ornamentais presentes na Bahia, incluindo materiais comercialmente importantes como Azul Bahia, Bege Bahia, Azul Boquira e Azul Macaúbas. Além de evidenciar a beleza e as propriedades desses minerais, o espaço busca ampliar a compreensão sobre o patrimônio geológico local e os processos produtivos que envolvem desde a extração até o beneficiamento dessas rochas.
João Carlos Oliveira, secretário de Desenvolvimento Econômico, ressalta que a iniciativa fortalece o papel do museu na valorização dos recursos minerais do estado e na aproximação entre a ciência e a sociedade. Segundo ele, a exposição é uma oportunidade para mostrar à população a importância dos minerais baianos, combinando ciência, cultura e tecnologia para ampliar o acesso às geociências.
Inovação tecnológica para engajamento do público
A experiência oferecida aos visitantes integra o projeto ExpoGeo Virtual, que visa popularizar as geociências por meio de recursos digitais interativos. Entre as ferramentas disponíveis estão óculos de realidade virtual, elementos audiovisuais e uma caixa de areia com realidade aumentada, que ampliam as maneiras de explorar e aprender sobre o tema.
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O espaço conecta as amostras do museu aos afloramentos rochosos presentes no território baiano, criando uma ligação entre o material exposto e sua ocorrência natural. Isso facilita a compreensão do contexto geológico e incentiva o interesse pela formação das rochas.
Conteúdo didático e interativo para todos os públicos
Elizandra Pinheiro, coordenadora técnica do MGB, destaca que a exposição funciona como um showroom das rochas ornamentais da Bahia, com exemplares produzidos em vários municípios. Cada peça é acompanhada de informações geológicas, denominações comerciais, empresas produtoras, municípios de origem e indicações de uso e aplicação.
Além disso, o espaço inclui maquetes que ilustram a origem e formação das rochas, uma representação da cadeia produtiva do Bege Bahia e uma visita virtual que mostra as etapas de extração e beneficiamento do mármore Bege Bahia. Um mapa interativo e equipamentos tecnológicos complementam a experiência, permitindo uma aprendizagem dinâmica e aproximando o público das geociências.
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Parceria acadêmica e financiamento público
O projeto conta com o apoio da Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do projeto Geologar e do ExpoGeo Virtual, além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A colaboração envolve também a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
Financiado pelo CNPq via edital público e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o projeto reforça o compromisso institucional com a divulgação científica e o fortalecimento do conhecimento sobre os recursos minerais baianos.
Visitação e localização
O Museu Geológico da Bahia está situado na Avenida Sete de Setembro, nº 2.195, no Corredor da Vitória, em Salvador. A reabertura da Sala de Rochas Ornamentais oferece uma nova oportunidade para o público conhecer de forma interativa e tecnológica a diversidade geológica da Bahia e seu impacto econômico e cultural.

