Revista Memória da Imprensa: Reflexões e Homenagens
A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) apresenta, nesta quarta-feira, 31 de dezembro, a décima edição da Revista Memória da Imprensa, que marca o término do ciclo editorial de 2025. A publicação traz uma análise crítica e retrospectiva sobre um ano que foi significativo para a entidade. Com um foco especial nas transformações enfrentadas pelo jornalismo, a revista se torna um importante espaço para discussões e registros históricos.
O destaque desta edição é o dossiê intitulado “A Bahia e a Transição Energética”, que compõe o sexto e último encontro do Ciclo de Conferências ABI 95+5. A conferência de Marcelo Lyra, vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Acelen, oferece uma visão estratégica sobre biocombustíveis, inovação e sustentabilidade, abrangendo também os impactos sociais da nova matriz energética. O artigo do jornalista e escritor Nelson Cadena complementa essa discussão ao analisar a relevância histórica da macaúba no Brasil e sua importância no atual contexto energético.
A revista também inclui um Especial Retrospectiva 2025, que revisita os principais acontecimentos da ABI em um ano emblemático, que celebrou os 95 anos da associação. Desde sua fundação, em um período de desafios democráticos, a ABI reafirmou seu papel como observadora e participante ativa nos debates sociais, políticos e culturais do estado. O especial reúne ações institucionais, encontros e iniciativas que afirmam a relevância da entidade na sociedade.
Os eventos do Ciclo ABI 95+5, realizados entre março e outubro, são destacados na revista. As conferências mensais abordaram temas vitais, como patrimônio cultural, economia do mar, racismo estrutural e turismo, com a participação de especialistas e gestores públicos. Essas discussões reforçam a necessidade de uma imprensa qualificada para cobrir temas complexos e urgentes.
Outro ponto significativo é o projeto #CirculeUmLivro, que tem a ABI como ponto de coleta e articulação de iniciativas culturais. O Auditório Samuel Celestino se transformou em um espaço vibrante de interações, abrigando a Série Lunar, que une música e educação, e o ArrastaPress, que conecta jornalismo e cultura em celebrações juninas.
Um marco importante de 2025 registrado na publicação foi a eleição de Suely Temporal como a nova presidente da ABI para o triênio 2025–2028, a primeira mulher a ocupar o cargo em quase um século. Sua posse, marcada por emoção e simbolismo, reafirma o compromisso da entidade com a pluralidade e a democracia.
Na seção Palavra da Presidente, Suely Temporal enfatiza que concluir um ciclo é também iniciar novos caminhos. Ela ressalta a importância da memória como ferramenta para o futuro e destaca o papel da ABI como um espaço de diálogo intergeracional e defesa da ética jornalística em tempos de evolução tecnológica.
A revista ainda aborda a valorização do jornalismo, apresentando a participação da ABI em prêmios importantes ao longo do ano, como o Prêmio Fieb Indústria Baiana Sustentável e o Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo, que visam fortalecer a relação entre a imprensa, ciência e inovação.
O compromisso da ABI com a diversidade e os direitos humanos é evidente nas seções dedicadas à imprensa antirracista e nas homenagens a jornalistas que faleceram em 2025, reconhecendo suas contribuições à comunicação baiana e brasileira.
Ao encerrar 2025, a Revista Memória da Imprensa reafirma seu papel vital de documentar o presente, preservar a história do jornalismo e estimular reflexões sobre os desafios contemporâneos. Este número não apenas sintetiza um ano intenso, mas também se posiciona como um novo começo para a ABI.
A edição foi coordenada por Edson Rodrigues, que também cuidou da edição dos textos, com projeto gráfico da Bamboo Editora e design editorial de Henrique Brito. A capa é de Fernando Barbosa, e a revisão, de Guido Guilherme Krieger. O décimo número conta ainda com imagens de diversos fotógrafos renomados, evidenciando a riqueza visual da publicação.

