Capitais em Ascensão: Salvador à Frente
O mercado imobiliário brasileiro teve um desempenho notável em 2025, com Salvador ocupando a liderança no aumento dos preços dos imóveis residenciais. De acordo com um estudo que analisa o preço médio de imóveis em 56 cidades do Brasil, a capital baiana viu os preços subirem, em média, 15,15%. Essa alta é acompanhada de perto por João Pessoa (PB), com 15,15%, e Vitória, que registrou um aumento de 15,13%. Na sequência, estão as cidades de São Luís, com 13,91%, e Fortaleza, com 12,61% de crescimento.
Por outro lado, algumas capitais apresentaram crescimento mais modesto. Em Brasília, o aumento foi de apenas 4,05%, enquanto Goiânia e Aracaju tiveram incrementos de, respectivamente, 2,55% e 2,23%. Essas cidades efetivamente enfrentaram uma queda real nos preços, considerando que os reajustes ficaram abaixo da inflação nacional estimada em 4,18% para o ano.
Dados Nacionais: Imóveis Mais Caros
Em um panorama mais amplo, o aumento médio nos preços dos imóveis residenciais no Brasil alcançou 6,52% em 2025, conforme dados do FipeZAP. Essa cifra representa a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, perdendo apenas para 2024, quando os preços dispararam 7,73%. O crescimento dos preços superou a inflação, que foi de 4,18%, resultando em uma alta real de 2,24% nos valores dos imóveis ao longo do ano.
Paula Reis, economista do Grupo OLX, destaca que o crescimento deve ser atribuído ao bom desempenho da economia brasileira em 2025, especialmente no que diz respeito ao mercado de trabalho. “Embora a taxa de juros esteja em 15% ao ano, o aumento da renda ajudou a compensar o impacto das taxas mais altas nos financiamentos imobiliários”, explica. Assim, muitas famílias conseguiram manter suas compras dentro do orçamento, apesar da encarecida dos financiamentos.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o que representa a menor taxa desde o início da série histórica em 2012, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O Produto Interno Bruto (PIB), cuja divulgação oficial está prevista para março de 2026, superou as expectativas iniciais, que projetavam um crescimento de cerca de 2,04%. Atualmente, a previsão é de que o crescimento fique em torno de 2,3%.
Os Números dos Preços de Venda
O preço médio de venda de imóveis residenciais nas 56 cidades analisadas foi de R$ 9.611 por metro quadrado em dezembro. Com base nesse cálculo, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil. Curiosamente, os imóveis de um dormitório tiveram um preço médio superior aos de dois dormitórios, sendo vendidos por R$ 11.669/m², em comparação aos R$ 8.622/m² dos imóveis de dois dormitórios.
Entre essas cidades, Balneário Camboriú (SC) se destacou como a mais cara, com o preço médio do metro quadrado alcançando R$ 14.906. Para um imóvel de 50 metros, isso significaria um investimento em torno de R$ 745,3 mil. Considerando as 22 capitais brasileiras, Vitória lidera a lista com um preço médio de R$ 14.108/m², seguida por Florianópolis, que apresentou R$ 12.773/m², e São Paulo, com R$ 11.900/m². Em contrapartida, Pelotas (RS) se destacou por ter o metro quadrado mais acessível, custando R$ 4.353, o que resultaria em um valor de aproximadamente R$ 217,6 mil para um imóvel de 50m².
A lista a seguir mostra os preços médios de venda para as capitais, conforme os dados de dezembro:
- Vitória: R$ 14.108
- Florianópolis: R$ 12.773
- São Paulo: R$ 11.900
- Curitiba: R$ 11.686
- Rio de Janeiro: R$ 10.830
- Belo Horizonte: R$ 10.642
- Maceió: R$ 9.836
- Brasília: R$ 9.754
- Fortaleza: R$ 8.963
- São Luís: R$ 8.617
- Recife: R$ 8.446
- Belém: R$ 8.341
- Goiânia: R$ 8.139
- Salvador: R$ 7.972
- João Pessoa: R$ 7.970
- Porto Alegre: R$ 7.505
- Manaus: R$ 7.189
- Cuiabá: R$ 6.801
- Campo Grande: R$ 6.330
- Natal: R$ 6.146
- Teresina: R$ 5.789
- Aracaju: R$ 5.282
Em suma, o preço médio entre as 56 cidades monitoradas foi de R$ 9.611.

