Formação para guias valoriza herança africana em Salvador
A Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) promove uma capacitação gratuita voltada para guias credenciados que atuam em Salvador, com foco na valorização da história e cultura afro. O curso, parte do programa qualiturismo bahia, oferece 32 horas de aulas teóricas e visitas de campo a locais emblemáticos relacionados à memória do povo negro no estado. A iniciativa visa aprimorar o atendimento aos turistas interessados em explorar a herança africana presente no território baiano.
As aulas acontecem na unidade do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT), localizada no Pelourinho, região central de Salvador. Além das aulas, os participantes realizam visitas guiadas a pontos históricos como a Sociedade Protetora dos Desvalidos – primeira organização civil negra do Brasil – e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab). O roteiro inclui ainda visitas ao Largo do Cruzeiro de São Francisco e ao monumento a Zumbi dos Palmares, símbolos importantes da cultura afro-brasileira.
Conhecimento que amplia a visão sobre a cultura afro-baiana
A diretora de Qualificação da Setur-BA, Juliana Araújo, destaca que a capacitação atende a uma demanda do setor turístico e do sindicato dos guias, buscando disseminar o conhecimento sobre o legado africano que influencia a cultura local e encanta visitantes. O professor André Carvalho ressalta que o curso apresenta uma nova perspectiva da história africana, enfatizando não apenas a escravidão, mas também a riqueza das civilizações e os movimentos de resistência quilombola.
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Entre os alunos, a guia de turismo Gisele França compartilha sua motivação com a formação. Ela desenvolve um roteiro afrogastronômico para a conclusão do curso, que inclui restaurantes do Pelourinho e da Feira de São Joaquim. “O curso chega em um momento importante para valorizarmos e resgatarmos a consciência histórica da Bahia e do Brasil”, afirma.
O QualiTurismo Bahia já capacitou 445 profissionais e iniciantes em diversas áreas do turismo, com o objetivo de beneficiar 15 mil pessoas nas 13 zonas turísticas do estado. A criação de roteiros específicos para o segmento é um dos resultados esperados para ampliar a circulação e o acesso do público às expressões culturais afro-baianas.
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