Crescimento Sustentável Apesar de Desafios
Os dados mais recentes, referentes ao quarto trimestre de 2025, revelam que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio na Bahia, elaborado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), consolidou um desempenho notável. O setor registrou um crescimento real de 4,0%, descontando a variação de preços, e um avanço de 4,6% em termos nominais. Em valores correntes, o agronegócio movimentou R$ 118,4 bilhões durante o ano, superando os R$ 108,6 bilhões de 2024. Esse resultado fez com que a participação do agronegócio na economia baiana encerrasse 2025 em 22,1%, evidenciando que a cada Real (R$) gerado na economia, R$ 0,22 foram oriundos do setor agropecuário.
Porém, mesmo com um desempenho anual positivo, o último trimestre apresentou uma redução de 3,9% no valor nominal do PIB do agronegócio em comparação ao mesmo período de 2024, caindo de R$ 25,1 bilhões para R$ 24,1 bilhões. Essa perda de R$ 970 milhões foi atribuída à queda nos preços das principais commodities agropecuárias e da indústria alimentícia, que apresentaram variações médias de -12% e -8%, respectivamente, entre 2024 e 2025. Assim, a participação do agronegócio na economia baiana no último trimestre ficou em 18,5%, inferior aos 21,3% registrados no mesmo trimestre do ano anterior.
Desempenho da Produção e Demanda
Apesar da redução no valor nominal, a análise da variação real, que desconta a inflação, indicou um crescimento de 1,9% na produção física do agronegócio ao comparar os últimos trimestres de 2024 e 2025. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento da demanda final, que cresceu 1,1%, além do bom desempenho das culturas colhidas no período, incluindo lavouras temporárias e permanentes, além da produção de bovinos, que registrou um aumento médio de 9% no último trimestre de 2025.
Entre os segmentos do agronegócio, destacaram-se as atividades voltadas para a demanda final (distribuição e consumo), que corresponderam a 59,7% no trimestre. Este grupo, por sua natureza, costuma ter um peso maior no quarto trimestre, em razão do aumento do consumo e da diminuição da participação das lavouras nesse período. Logo atrás, vem a produção agropecuária, que teve uma participação de 17,9% nas atividades do agronegócio.

