Nota Oficial do Ministro
O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma nota desmentindo informações que sugeriam sua presença na casa do banqueiro Daniel Vorcaro em Trancoso, na Bahia. A declaração foi uma resposta às afirmações divulgadas neste domingo (8) pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A nota esclarece que “é integralmente falsa a afirmação publicada no blog de Lauro Jardim, no portal O Globo, de que o Ministro tenha frequentado a casa de Vorcaro em Trancoso (BA)”. O comunicado enfatiza que o ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Vorcaro para qualquer destino. Além disso, Moraes reafirmou que “nunca esteve na propriedade” e que não há como vincular sua agenda a encontros com o banqueiro. Ele lamentou a divulgação de informações pautadas em premissas falsas, ressaltando a falta de verificação dos fatos antes da publicação.
Sobre a Propriedade em Questão
A notícia que gerou polêmica mencionava que o colunista Lauro Jardim, que já havia sido alvo de ameaças relacionadas a Vorcaro em grupos de WhatsApp, afirmava que o ministro “conheceu também a casa de R$ 300 milhões que o banqueiro liquidado alugava em Trancoso”. A alegação de uma visita à luxuosa propriedade provocou repercussões imediatas nas redes sociais e em outros meios de comunicação.
Contexto da Investigação de Vorcaro
Daniel Vorcaro, que já enfrentou problemas com a Justiça, foi preso em 17 de novembro de 2025, durante investigações sobre uma suposta fraude na emissão de créditos bancários. Na ocasião, Vorcaro estava supostamente planejando uma fuga. Após deixar a prisão em 29 de novembro, ele passou a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica e ainda tinha restrições a cumprir.
Na sequência de sua prisão, o Banco Master, vinculado a Vorcaro, foi liquidado pelo Banco Central (BC), numa ação que aconteceu um dia após sua detenção e que antecedeu a queda de outras instituições financeiras ligadas ao grupo. As investigações em questão apontam que as fraudes podem atingir impressionantes R$ 17 bilhões, colocando em evidência a gravidade da situação que envolve o banqueiro.

