Tricolor Perde Oportunidade de Brilhar
Na segunda etapa do clássico, a expectativa de que o Bahia repetisse sua boa performance inicial se dissipou. O que se viu foi uma atuação sem inspiração, marcada por poucos acertos no ataque. O gás que parecia impulsionar o time ficou pelo caminho, em um segundo clássico seguido que não trouxe a tão esperada emoção.
O treinador Rogério Ceni optou por escalar jogadores que se destacaram na fase inicial e que foram fundamentais na vitória anterior sobre o Vitória, no último sábado. Assim, ele promoveu algumas mudanças: o volante Acevedo foi deslocado para a lateral direita, enquanto Erick ganhou uma posição no meio de campo. No ataque, Kike Olivera entrou no lugar de Ademir, e Rodrigo Nestor substituiu o lesionado Everton Ribeiro.
Em termos de escalação, o Bahia entrou em campo com: Ronaldo; Acevedo, Gabriel Xavier, Ramos Mingo e Luciano Juba; Erick, Jean Lucas e Rodrigo Nestor; Kike Olivera, Erick Pulga e Willian José.
Lado Direito em Alta no Início
Logo nos primeiros minutos, o Bahia teve uma chance clara de abrir o placar. Erick Pulga roubou a bola de Lucas Arcanjo e sofreu falta, resultando em um pênalti. Contudo, Willian José não converteu. Luciano Juba conseguiu marcar no rebote, mas o gol foi anulado por invasão na área.
Nos primeiros momentos do jogo, o Bahia enfrentou dificuldades para sair com a bola, necessitando da intervenção de Ronaldo após um erro de passe de Gabriel Xavier. Entretanto, a equipe conseguiu se reorganizar e passou a controlar as ações. No início da primeira etapa, ambos os lados mostraram um bom funcionamento, com destaque para o setor direito, que se destacou na recuperação de bola e na pressão ofensiva.
Nos primeiros 45 minutos, a equipe de Ceni chegou a acertar o travessão duas vezes, com chutes de Erick, sendo um deles de fora da área. Contudo, a reta final do primeiro tempo foi marcada por uma transição defensiva atrapalhada, que culminou na abertura do placar pelo Vitória. Ramon ficou com a sobra em um contra-ataque e marcou com um toque por cobertura. Erros de passes na defesa se repetiram, culminando em outra chance para os adversários, que também não foi aproveitada por Marinho.
Apesar do revés, o Bahia não diminuiu a pressão. O Tricolor conseguiu empatar com um lance semelhante ao que já havia dado certo anteriormente. Após um cruzamento de Erick pela direita, Willian José cabeceou para o meio da área, onde Jean Lucas finalizou ao gol.
Desempenho Fraco na Etapa Final
Com a volta do intervalo, a intensidade ofensiva do Bahia não se manteve. Nos primeiros 15 minutos, a equipe não conseguiu incomodar o Vitória e apresentou uma alternância de lances sem efetividade. Rogério Ceni fez substituições, trocando Erick Pulga e Willian José por Sanabria e Everaldo, mas as alterações não surtiram efeito.
A divisão de posse de bola continuou, e o Bahia parecia ter dificuldades para chegar ao ataque. Apesar de Acevedo, Nestor e Kike ainda estarem em campo, o eficiente lado direito perdeu a força. Defensivamente, a equipe mostrou um bom posicionamento, evitando a entrada de bolas aéreas, e o sistema elaborado por Ceni garantiu que o time não fosse vazado no segundo tempo.
A expectativa era de que o Bahia ficasse mais exposto com a saída de Erick e a entrada de Michel Araujo, mas isso não ocorreu. Ademir, que entrou na partida no lugar de Kike Olivera, teve um desempenho abaixo do esperado e comprometeu ainda mais a produção do setor direito. A equipe só voltou a pressionar nos oito minutos finais, quando Sanabria teve uma rara oportunidade que não foi aproveitada.
O saldo do Ba-Vi 507 reflete, portanto, um clima de frustração. O Tricolor não conseguiu transformar sua superioridade no primeiro tempo em vantagem no marcador, caindo de produção e apresentando um jogo sonolento em um clássico tão importante. A regularidade continua sendo uma questão para o time, que precisa curar suas feridas ao longo da temporada para sair da fase atual.

