A Relevância do Atendimento Humano
O debate sobre a integração da tecnologia no atendimento ao cliente tem se intensificado, especialmente com a crescente adoção de ferramentas de inteligência artificial e automação por diversas empresas. Embora essas inovações apresentem vantagens como respostas ágeis e disponibilidade ininterrupta, pesquisas recentes indicam que a preferência dos consumidores ainda reside no atendimento humano.
Um estudo divulgado pela CloudAnalysts revela que 81% dos entrevistados estão dispostos a aguardar para falar com um atendente humano, mesmo que isso signifique um tempo de espera maior, em vez de optar por um assistente virtual imediato. Os dados refletem a crença de que, em situações que exigem uma abordagem mais personalizada, empatia ou compreensão, o contato humano é considerado superior.
A Visão do Especialista sobre o Futuro
Sandro Wegner, CEO da Native, destaca que essa preferência não implica na exclusão da tecnologia; pelo contrário, ele argumenta que o equilíbrio entre automação e atendimento humano será fundamental nos próximos anos. “O atendimento humano permanece crucial em cenários onde a tecnologia não consegue captar nuances como o contexto ou a emoção, especialmente em interações complexas ou delicadas”, ressalta Wegner.
Neste contexto, ferramentas como PABX virtual desempenham um papel significativo ao facilitar a conexão entre clientes e atendentes. Essas tecnologias ajudam as empresas a organizar fluxos de chamadas, registrar histórico de interações e gerenciar demandas de maneira eficaz, garantindo que os atendentes tenham acesso a informações relevantes no momento certo.
A Gestão do Atendimento como Estratégia
Wegner também enfatiza que a gestão do atendimento deve ser vista como uma estratégia essencial. É vital que processos, prioridades e roteiros sejam bem estruturados, garantindo que a interação humana não se torne apenas uma formalidade. “A coordenação entre tecnologia e pessoas permite que os agentes foquem nas situações que mais exigem julgamento, empatia e conhecimento contextual”, explica.
Ele complementa, “Enquanto as automações cuidam das tarefas mais repetitivas ou de baixa complexidade, é nas interações que demandam mais sensibilidade que a presença humana se torna indispensável.”
Perspectivas para 2026
Olhando para o futuro, Wegner antecipa um cenário híbrido para 2026, onde empresas utilizarão a inteligência artificial para triagens iniciais e agilidade, recorrendo ao atendimento humano sempre que necessário. Essa sinergia não deve resultar na substituição de um pelo outro. A demanda por experiências mais personalizadas e satisfatórias, segundo o especialista, fará com que as organizações invistam tanto na capacitação de suas equipes quanto na infraestrutura tecnológica que viabilize esse equilíbrio.
Dessa forma, ao avançarmos em direção a 2026, o desafio será encontrar o ponto ideal entre a eficiência da automação e a irreplaceable conexão humana, assegurando, assim, que as necessidades dos consumidores sejam atendidas de maneira eficaz e satisfatória.

