Desempenho em queda levanta questionamentos sobre a equipe tricolor no campeonato
“A gente não tem personalidade para continuar, para chegar lá no topo”, afirmou o treinador Rogério Ceni em uma coletiva cheia de frustração após a derrota do Bahia para o Remo. As palavras refletem a preocupação do técnico com a falta de preparo da equipe para brigar na parte alta da tabela do Campeonato Brasileiro. Ceni destacou que é fundamental melhorar a postura dentro de campo. Caso contrário, a chance de alcançar seus objetivos permanece distante.
Os primeiros 35 minutos da partida pareciam promissores. O Bahia, jogando em busca da quarta vitória consecutiva como visitante, chegou a assumir o segundo lugar na tabela, enquanto o Remo permanecia na lanterna. O Tricolor controlou as ações até abrir o placar, com o gol de Everaldo, o que parecia encaminhar uma noite de sucesso em Belém. Porém, a situação virou rapidamente e, após o gol, a equipe desmoronou.
Uma série de infortúnios se seguiu: a lesão do jogador Ronaldo, o empate do Remo e, posteriormente, a virada. Para agravar a situação, Luciano Juba perdeu um pênalti que poderia ter reestabelecido a confiança dos tricolores. A cada novo revés, os atletas pareciam afundar ainda mais em campo, refletindo a fragilidade emocional mencionada por Ceni.
O técnico expressou sua insatisfação não apenas com a parte mental dos jogadores, mas também com suas escolhas táticas. No Mangueirão, suas tentativas de ajustar o time foram malsucedidas e nenhuma substituição teve o impacto esperado. No final da partida, até o jogador Erick foi forçado a atuar como zagueiro em um time que se mostrava sem soluções e abalado.
As dificuldades nas trocas de jogador são um reflexo das limitações comportamentais e técnicas da equipe. O banco de reservas, que em outras ocasiões já ajudou a revigorar a equipe, não conseguiu oferecer alternativas eficazes nesta partida crítica. Para o Bahia se manter competitivo nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, é imprescindível que a mentalidade dos jogadores se transforme, conforme a visão de Ceni.
Outro ponto a ser considerado é a questão do elenco, que precisa de ajustes para se qualificar ainda mais. A lateral direita, especificamente, se mostrou um ponto vulnerável e exige atenção imediata. Sem essas mudanças essenciais, o futuro do Bahia na competição pode se mostrar desafiador.

