Evento Reúne Representantes do Nordeste
A relevância da preparação e resposta a emergências em saúde no Nordeste foi o tema central do encontro realizado na última segunda-feira (23) na Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Promovido em parceria pelo Ministério da Saúde, pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o evento contou com a participação de representantes da Bahia, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão.
Na abertura, o subsecretário estadual da Saúde, Paulo Barbosa, enfatizou a importância de os estados estarem prontos para enfrentar crises sanitárias, citando a pandemia de Covid-19 como um exemplo claro. Segundo ele, esse período trouxe lições valiosas sobre a ativação de mecanismos de resposta, evidenciando a necessidade de estratégias antecipadas para lidar com emergências. “A pandemia trouxe um grande aprendizado sobre como acionar os mecanismos de defesa nestas situações”, destacou Barbosa.
Transformando Experiência em Capacidade de Resposta
A superintendente de Vigilância à Saúde da Sesab, Rívia Barros, frisou que a iniciativa visa transformar a experiência adquirida em uma capacidade permanente de resposta. “Essa ferramenta permite que o estado tenha um olhar cuidadoso sobre sua própria estrutura, reconheça avanços, identifique lacunas e organize prioridades. Isso fortalece a vigilância em saúde e melhora a resposta com agilidade e segurança quando a população mais precisa”, afirmou Rívia.
A profissional também antecipou que, em julho, será realizado um evento sobre a Política Nacional de Vigilância em Saúde em Brasília, e em agosto, a Bahia sediará um encontro focado em Inteligência Epidêmica.
Regulamento Sanitário Internacional e Ferramentas de Diagnóstico
No evento, Rodrigo Frutuoso, representante da Opas, apresentou a evolução do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), que foi criado em 1851 durante a 1ª Conferência Sanitária Internacional. Em 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS) assumiu a coordenação da governança sanitária global. A revisão do regulamento, em 2005, incorporou o conceito de emergências em saúde pública, tendo sido ratificado pelo Congresso Nacional em 2009.
O centro do debate girou em torno de uma ferramenta que funciona como um diagnóstico da prontidão dos estados frente a emergências em saúde. Esse instrumento permite identificar o que já está estruturado, onde estão as fragilidades e o que necessita de aprimoramento para tornar a resposta do governo mais ágil, coordenada e eficaz. Adaptada à realidade brasileira, a ferramenta não possui caráter punitivo; pelo contrário, serve para apoiar a gestão, qualificar o planejamento e orientar decisões baseadas em evidências.
Avanços e Próximos Passos
As reuniões para o processo de autoavaliação das capacidades de prevenção e resposta a emergências em saúde pública estão sendo realizadas de forma regional, já contemplando três regiões do país. Após a reunião do Nordeste em Salvador, a iniciativa se concentrará na região Sudeste, com um próximo encontro agendado para São Paulo.

