Fortalecendo a Segurança do Cultivo de Cacau no Oeste da Bahia
Riachão das Neves se destaca como um novo polo para o cultivo de cacau, trazendo uma alternativa produtiva para a região Oeste da Bahia, tradicionalmente marcada pela produção de soja, milho e algodão. Nos últimos anos, a cultura do cacau tem avançado significativamente, especialmente em áreas irrigadas, exigindo atenção especial em relação a pragas que ainda não foram registradas no estado. Dentre essas, a monilíase desponta como uma das principais ameaças, afetando a produção em diversos países que cultivam a fruta.
A experiência com o cultivo de cacau irrigado na região data da década de 2000, na área do Vale do Rio Grande. Desde então, o plantio se expandiu, deixando de ser uma atividade pontual e ocupando áreas maiores em municípios como Barreiras e Riachão das Neves. Outros locais, como a Bacia do Rio Corrente, Chapada Diamantina e Velho Chico, também têm se aventurado na produção de cacau.
Com a ampliação das atividades de monitoramento e controle, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia promoverá uma capacitação, entre os dias 7 e 9 de abril, na Fazenda Escola DNR, em São José, Riachão das Neves. Essa capacitação será focada na prevenção, vigilância e controle da monilíase, envolvendo equipes da defesa sanitária vegetal da agência, que atua na região por meio da unidade regional em Barreiras.
Além das equipes locais, o evento reunirá técnicos de diversas partes do estado, incluindo profissionais do Litoral Sul, onde o cultivo de cacau já é uma realidade consolidada. Esses técnicos trarão valiosas experiências sobre o manejo da cultura e a identificação de pragas, contribuindo para um aprendizado abrangente.
A capacitação está integrada ao Programa Fitossanitário de Prevenção à Monilíase do Cacaueiro e do Cupuaçuzeiro, que prevê medidas de vigilância e o controle do trânsito de produtos vegetais. O programa também oferece orientações aos produtores para evitar a introdução da doença no estado, alinhando ações de proteção e prevenção.
Estarão presentes fiscais estaduais agropecuários, técnicos e engenheiros agrônomos de diversas regiões da Bahia, assim como representantes de instituições locais, como a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, as Secretarias Municipais de Agricultura de Riachão das Neves e Barreiras, além da Fazenda Escola do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e sindicatos rurais.
A participação de técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins também é uma estratégia importante, considerando a proximidade das divisas entre Bahia e Tocantins. A vigilância se torna essencial, especialmente nas áreas com grande circulação de material vegetal, que constituem uma rota significativa para a propagação da praga.
Com o crescimento do cultivo de cacau na região, essa capacitação busca preparar as equipes para a identificação precoce da monilíase e permitir que elas atuem de forma eficaz no manejo de quaisquer focos da doença. Essa ação é crucial para garantir a proteção das áreas produtivas e fornecer orientação adequada aos produtores locais em um município que já vê o cultivo do cacau se expandir, exigindo acompanhamento técnico contínuo.

