Evento de Inovação na Bahia
A Advocacia-Geral da União (AGU), através de seu Laboratório de Inovação, conhecido como Labori, deu início na quarta-feira (22/04), em Salvador, à etapa baiana das “Caravanas de Inovação”. Esta iniciativa já percorreu cinco estados e tem como objetivo mapear experiências e coletar sugestões de procuradorias estaduais e municipais em áreas como Inteligência Artificial, automação de processos e métodos disruptivos de gestão.
Até a sexta-feira (24/04), mais de 300 profissionais, entre procuradores, advogados públicos, gestores e representantes do ecossistema de inovação baiano, participarão de palestras, oficinas e sessões de pitches, abordando desafios e propostas para o setor público. A cerimônia de abertura contou com a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica, envolvendo o Labori, a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
Bruno Portela, procurador federal e coordenador do Labori, enfatizou que esse é o maior programa de inovação aberta do Brasil, englobando mais de 40 mil advogados públicos em todo o território nacional, com cerca de 10 mil apenas na AGU. Ele ressaltou que o foco na Bahia é estabelecer uma agenda de integração e cooperação que resulte em um aprimoramento dos serviços públicos prestados à população.
Importância do Encontro para a Inovação
Marcius Gomes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, destacou que o encontro fortalece o debate sobre os instrumentos legais que sustentam a inovação, como os marcos legais das áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e das Startups. Segundo ele, essas normas trazem segurança jurídica e promovem parcerias entre o Estado, instituições de pesquisa e o setor produtivo.
“A sociedade está cada vez mais conectada e demanda respostas rápidas do Estado. Para acompanhar esse cenário, precisamos nos reinventar por meio desses marcos legais, que viabilizam novas formas de contratação e parcerias com empresas inovadoras”, declarou Marcius. Ele finalizou afirmando que a Caravana tem o papel de unir pessoas, trocar experiências e encontrar soluções práticas que cheguem aos territórios e melhorem a vida dos cidadãos.

