Reflexões sobre a trajetória de Cauly no Bahia
As memórias da primeira temporada de Cauly pelo Bahia permanecem vivas entre os torcedores. Em 2023, ele se destacou como um jogador crucial para evitar o rebaixamento do Tricolor no Campeonato Brasileiro, conquistando rapidamente a simpatia dos fãs. Contudo, dois anos depois, seu status em campo mudou drasticamente, levando o meia a enfrentar vaias e um futuro incerto no clube.
Desde sua chegada ao Bahia, há três anos, Cauly, ainda conhecido pelo nome completo Cauly Oliveira, foi contratado por R$ 13,8 milhões, vindo do Ludogorets, da Bulgária. O anúncio ocorreu em 3 de fevereiro de 2023, e o clube se utilizou de uma imagem do ator Macaulay Culkin para celebrar a contratação. Naquele ano, ele não apenas se destacou como campeão baiano, mas também desempenhou um papel fundamental em partidas decisivas da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.
Com a chegada do técnico Rogério Ceni, o meia se tornou um dos protagonistas, contribuindo com dez gols e nove assistências em 47 partidas, sendo 43 como titular, totalizando 3.679 minutos em campo. Entre suas atuações memoráveis, destacam-se:
- Bahia 4 x 1 Itabuna, semifinal do Campeonato Baiano ⚽⚽
- Bahia 3 x 0 Jacuipense, final do Campeonato Baiano ⚽
- Bahia 1 x (4) 1 Santos, oitavas da Copa do Brasil ⚽
- Bahia 4 x 0 Bragantino, 35ª rodada do Brasileiro ⚽🅰️
O impacto de Cauly foi tamanho que seu nome começou a ser comparado ao de Bobô, um dos maiores ídolos da história do clube, que também vestiu a camisa 8. O atleta, natural de Porto Seguro-BA, rapidamente se tornou uma referência no cenário local.
Dificuldades e Mudanças no Elenco
O excelente desempenho de Cauly em 2023 chamou a atenção do Palmeiras, mas ele optou por renovar seu contrato com o Bahia até 2028. Em 2024, sob a tutela de Rogério Ceni, sua posição em campo passou por mudanças significativas, integrando um quarteto criativo ao lado de Everton Ribeiro, Jean Lucas e Caio Alexandre.
Na época, Ceni o considerava uma peça chave, mas a produção de Cauly não se manteve no mesmo nível do ano anterior. Em vez disso, ele acumulou atuações abaixo do esperado, mesmo continuando como titular. “Construi esse sistema de jogo para ele. Sempre espero uma grande jogada dele”, afirmou Ceni sobre a importância do jogador na sua estratégia.
Ao final da temporada, Cauly registrou números semelhantes aos do ano anterior: nove gols e dez assistências, em 62 jogos, totalizando 4.476 minutos em campo. A inconsistência nas performances, no entanto, começou a afetar sua posição no time.
Retorno ao Banco e Desafios Futuros
Em 2025, embora tenha iniciado o ano com boas atuações e como titular em momentos importantes, Cauly enfrentou dificuldades que o relegaram ao banco de reservas. A mudança na dinâmica do time, com a entrada de dois pontas abertos após a chegada de Erick Pulga, impactou diretamente seu jogo. Ele chegou a ser vaiado em algumas partidas, refletindo a insatisfação da torcida.
Ao final do ano, seus números foram de quatro gols e seis assistências em 63 jogos. O ano seguinte, 2026, começou de forma promissora, mas o jogador não conseguiu destacar-se nas partidas iniciais, sendo escalado em jogos menos relevantes nos confrontos contra Galícia e Vitória, sem conseguir brilhar.
O técnico Rogério Ceni comentou a situação de Cauly após o jogo contra o Porto-BA, ressaltando que o meia atraía interesse de outros times, como o São Paulo. Ceni expressou seu desejo de que Cauly se mantivesse no Bahia, enfatizando a importância do jogador para a equipe: “Espero que ele esteja mais feliz e competitivo. Gostaria muito que ele ficasse e ajudasse o Bahia.”
Ao todo, Cauly acumulou 23 gols e 26 assistências em 175 partidas pelo Bahia, contribuindo para a conquista de dois títulos baianos e um da Copa do Nordeste. O futuro do jogador agora se apresenta incerto, mas sua trajetória até aqui é um reflexo das dificuldades e superações enfrentadas no futebol.

