A Perspectiva de Venda do Antigo CCB
Fechado há mais de uma década, o antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB), localizado no bairro do Stiep, em Salvador, continua sem um destino claro. O espaço, alvo frequente de invasões, furtos e destruições, encontra-se abandonado desde 2015, conforme relatos de moradores da área.
Recentemente, o terreno que abriga o CCB ganhou uma nova expectativa de venda. Durante uma coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (2), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) declarou que o objetivo é finalizar o processo de venda ainda em 2023. ‘A venda do terreno foi anunciada. A Bahia tem, neste caso, em Salvador, a expectativa de que consigamos organizar um planejamento de ação dentro do nosso programa até dezembro’, afirmou Rodrigues.
A Autorização da Assembleia e os Desafios das Negociações
Entre os anos de 2020 e 2021, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) autorizou a venda de diversos terrenos pertencentes ao Estado. Além do antigo CCB, também foram incluídas áreas como as do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran) e do Terminal Rodoviário de Salvador. Contudo, as negociações têm enfrentado obstáculos, permanecendo estagnadas desde então.
Vale recordar que o antigo CCB foi fechado em 2015. No ano seguinte, parte de sua estrutura desabou, resultando em ferimentos em três pessoas. Na ocasião, o Governo da Bahia anunciou planos para demolir o prédio, mas o imóvel acabou sendo penhorado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), complicando ainda mais sua situação.
Impacto na Comunidade e Expectativas Futuras
Ao longo dos anos, a presença do CCB fechado gerou preocupações entre os moradores do entorno, que frequentemente reportam problemas de segurança e manutenção no local. A expectativa pela venda do terreno traz uma luz de esperança para a revitalização da área e a possível criação de novos espaços públicos ou empreendimentos que possam beneficiar a comunidade.
O governador Jerônimo Rodrigues deixou claro que o objetivo é não apenas vender o terreno, mas também utilizar os recursos para fomentar novos projetos que impactem positivamente a vida dos cidadãos baianos. ‘Vamos trabalhar para que essa venda seja não só um ato administrativo, mas um passo em direção a um futuro melhor para Salvador’, destacou.

