Expectativas para os Clássicos Ba-Vis
No programa Segue o BAba desta segunda-feira, a discussão gira em torno da situação atual de Bahia e Vitória às vésperas de uma sequência crucial de clássicos. O Bahia, maior vencedor do Campeonato Baiano e em busca do 52º título, enfrenta um momento delicado, especialmente após a eliminação precoce na Libertadores diante do O’Higgins. O Tricolor, que já conquistou 11 vitórias nesta temporada, contabiliza três empates e apenas uma derrota, resultando em um aproveitamento impressionante de 80% até aqui.
Por outro lado, o Vitória, que pretende conquistar seu 31º título estadual, vive uma situação mais tranquila em relação ao seu torcedor, mesmo que a pressão permaneça. O Rubro-Negro vem de uma derrota em seu primeiro clássico de 2026 e não vence o Bahia na Arena Fonte Nova há meses, desde fevereiro de 2020, acumulando nove partidas sem triunfos no local. No total, a equipe tem cinco vitórias, quatro empates e três derrotas em 2023, resultando em um aproveitamento de 53%.
Pressão sobre o Bahia e análise dos técnicos
A pressão sobre o Bahia é notável neste momento, especialmente após os recentes acontecimentos. A torcida, que está insatisfeita, espera que o time traga o título para casa. Apesar de ser considerado uma equipe mais forte e jogando em seus domínios, a rivalidade nos clássicos frequentemente eleva a competitividade, como analisa Rafael Teles. “O Bahia é mais time, vai jogar em casa, mas os clássicos têm se mostrado bem disputados”, destaca.
Em contrapartida, Rainan Peralva levanta preocupações sobre a performance do Vitória. O técnico Fábio Mota enfrenta críticas, especialmente pelo desempenho do time em jogos contra adversários considerados inferiores no Campeonato Baiano. Segundo ele, “o problema é que o Vitória, enfrentando times menores, não consegue apresentar um bom futebol. O Bahia é superior, e embora se espere um clássico com vontade, o nível técnico pode ficar abaixo do que a torcida desejaria”.
Críticas à gestão do clássico
Além das preocupações com o desempenho em campo, a gestão de Fábio Mota durante a temporada também é alvo de repercussão. Teles comenta que a postura do treinador foi questionável, especialmente considerando a recente história de clássicos na competição. “Ficou uma postura muito feia do Fábio Mota. Talvez tenha se preocupado apenas com a imagem diante do torcedor do Vitória. Não é o momento de fazer isso, especialmente sabendo que a final se aproxima”, diz Rafael Teles. Ele ainda menciona que, na primeira rodada do Baiano, o técnico teve a oportunidade de promover a volta da torcida mista em um clássico, mas não tomou a iniciativa.
Com os dois times se preparando para essa fase decisiva do campeonato, as expectativas são elevadas. Torcedores de ambos os lados aguardam ansiosamente os próximos encontros, que prometem ser intensos e recheados de emoção. Com o Bahia buscando recuperar a confiança e o Vitória tentando quebrar um longo jejum, o clima está estabelecido para grandes confrontos no futebol baiano.

