Esclarecimentos da Secretaria sobre a Contratação
A Secretaria do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Ilha de Itaparica (SVPonte) emitiu um comunicado detalhando a contratação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para fornecer apoio técnico no projeto da nova ponte que irá conectar Salvador à Ilha de Itaparica. Esta resposta foi motivada por questionamentos do deputado Alan Sanches (União Brasil), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia.
Conforme a secretaria, o contrato com a Fipe terá uma duração de três anos e um custo anual estimado em R$ 6,18 milhões, totalizando cerca de R$ 18,3 milhões ao longo do período. O governo justificou que essa contratação visa garantir suporte técnico especializado necessário para a supervisão de estudos e projetos do sistema rodoviário, e reafirmou que o processo contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Histórico da Fipe no Projeto
A SVPonte ainda ressaltou que a participação da Fipe no projeto não é uma novidade. A fundação já tinha colaborado anteriormente, através de um contrato com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra). Porém, com essa nova contratação, a responsabilidade pelo acompanhamento do projeto foi transferida para a secretaria especificamente criada para gerenciar o empreendimento.
Recentemente, a contratação foi publicada no Diário Oficial do Estado, datado desta quarta-feira (7), e foi realizada com a dispensa de licitação. O contrato prevê a prestação de serviços técnicos especializados de consultoria e assessoria multidisciplinar, o que gerou discussões sobre a necessidade desse tipo de despesa pública.
Críticas da Oposição
Entretanto, a decisão de contratar a Fipe foi alvo de críticas por parte da oposição. O deputado Alan Sanches expressou sua insatisfação ao afirmar que o governo baiano continua a acumular despesas elevadas com consultorias, sem que haja um progresso concreto na obra da ponte. Para ele, essa situação representa um desperdício de recursos públicos que poderia ser utilizado em outras áreas essenciais para a população.
O debate acerca dessa contratação é mais um capítulo nas discussões sobre a gestão de recursos e prioridades do governo da Bahia. Enquanto a administração estadual defende a necessidade de apoio técnico especializado, a oposição levanta dúvidas sobre a efetividade dessas contratações e o impacto real nas obras públicas.

