Análise da Semana: Carnaval, Concessões e Expectativas Financeiras na Bahia
A coluna “Made in Bahia”, publicada no jornal A Tarde, trouxe uma análise interessante sobre o Carnaval de Salvador, realizada por Ricardo Martins, sócio fundador do bloco Eva. A festividade, que atrai milhões de turistas todos os anos, continua a ser um pilar importante na economia local, atraindo não apenas foliões, mas também investidores e empresários do setor.
Outro ponto significativo abordado foi a concessão do trecho da “Nova Orla” na praia de Jaguaribe, anunciada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). A empresa vencedora do projeto administrará cerca de 1,5 km de extensão, que contará com 10 quiosques e até 34 barracas de praia. Com um valor mensal fixado em R$ 350 mil, esse investimento promete revitalizar a área e impulsionar o turismo, além de gerar empregos e renda para a população local.
O boletim do Banco Central trouxe boas novas para a economia brasileira, com uma expectativa de inflação (IPCA) reduzida para 3,99% em 2026. Essa alteração reflete um cenário otimista, mas a expectativa de crescimento do PIB permanece em 1,90% para o mesmo ano, com a Selic sendo projetada em 12,25% até dezembro de 2026. Essas previsões são cruciais para quem planeja investimentos e para a estabilidade do mercado financeiro.
Em destaque também está o Itaú Unibanco, que anunciou lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões em seu quarto trimestre de 2025. Esse resultado representa um aumento de 13,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, configurando-se como o melhor índice de rentabilidade desde 2015. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio anualizado consolidado ficou em 24,4%, mostrando a força da instituição no setor financeiro.
Por outro lado, o cenário previdenciário exige atenção. Em 2025, as despesas com o INSS ultrapassaram pela primeira vez a marca do R$ 1 trilhão, projetando-se que essa cifra represente mais de 8% do PIB. O déficit de caixa, estimado em R$ 320 bilhões, levanta discussões sobre a necessidade urgente de uma nova reforma da previdência nos próximos anos, uma opinião compartilhada por diversas fontes especializadas.
A Associação Comercial da Bahia também movimentou o cenário político ao impetrar um mandado de segurança coletivo. O objetivo é proteger os empresários enquadrados no Simples Nacional, especialmente diante do entendimento da Receita Federal que impõe a incidência do Imposto de Renda sobre a distribuição de lucros, uma medida que pode impactar severamente a lucratividade dessas empresas e a manutenção de empregos.
No campo jurídico, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que os três Poderes se abstivessem de efetuar pagamentos de penduricalhos acima do teto do funcionalismo público em até 60 dias. Essa decisão, que visa controlar gastos públicos, será analisada pelo STF no dia 25, criando expectativa sobre possíveis desdobramentos.
O setor de turismo e comércio também se destaca, com a Fecomércio/Ba projetando que esses segmentos devem movimentar aproximadamente R$ 12,4 bilhões durante o mês de fevereiro, representando um aumento real de 6% em comparação com o ano anterior. Esse crescimento reafirma a Bahia como um dos principais destinos turísticos do Brasil, atraindo visitantes de diversas partes do país e do exterior.
Por último, as relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia seguem tensas. Apesar da assinatura do tratado, o varejo francês continua a boicotar acordos, intensificando um movimento protecionista que pode afetar as trocas comerciais e a economia como um todo.
No mercado financeiro, o Índice Bovespa fechou a semana com uma alta acumulada de 0,87%, marcando a quinta semana consecutiva de resultados positivos, impulsionado pelo expressivo fluxo de capital estrangeiro. Em contrapartida, o dólar comercial caiu 0,64%, sendo cotado a R$ 5,220. Os juros futuros, por sua vez, mantiveram-se sem uma direção clara, refletindo a incerteza do cenário econômico atual.

