Importância do Cacau no Desenvolvimento Sustentável
Comemorado nesta quinta-feira, 26 de março, o Dia do Cacau ressalta a importância do fruto no fortalecimento da economia regional e na promoção de uma inclusão produtiva no Brasil. Originário da Amazônia e fundamental para a indústria de chocolate, o cacau se firma como um dos principais ativos da bioeconomia nacional, recebendo apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Este ministério atua na valorização da cadeia produtiva através do programa Rotas de Integração Nacional.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR), a iniciativa visa à organização produtiva, à agregação de valor e ao acesso a novos mercados, sempre com foco no desenvolvimento sustentável dos territórios. Atualmente, a Rota do Cacau está implementada em polos estratégicos nos estados do Pará, Rondônia e Bahia, promovendo a articulação entre produtores, cooperativas, setor produtivo, instituições de ensino e governos locais. Isso fortalece a governança e amplia as oportunidades para o setor, beneficiando cerca de 40 mil pessoas.
“O programa Rotas de Integração Nacional foi concebido para impulsionar o desenvolvimento das regiões e criar mais oportunidades para a população local. O cacau desempenha um papel significativo tanto na economia quanto na agricultura, razão pela qual foi incluído neste projeto. Hoje, já temos três polos operando de forma eficaz, no Pará, em Rondônia e na Bahia, onde a cultura do cacau tem contribuído diretamente para o fortalecimento da economia local e para o desenvolvimento regional”, explica Daniel Fortunato, secretário da SDR.
Polos de Produção e Inovação no Brasil
No estado do Pará, o Polo Transamazônica, criado em 2018, abrange 11 municípios e conta com aproximadamente 10 mil propriedades cacaueiras. Esse polo está integrado ao Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu, e suas ações são voltadas para o fortalecimento da produção e a inovação na cadeia do cacau.
Na região Sul da Bahia, que é tradicionalmente produtora de cacau, o Polo Litoral Sul reúne 24 municípios e cerca de 33 mil produtores. A atuação em parceria com instituições como a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) tem contribuído para fortalecer a governança e aumentar o acesso a tecnologias e mercados.
Em Rondônia, o Polo Cacau Amazônico foi instituído em 2023 e abrange 28 municípios, contabilizando aproximadamente 2.300 propriedades. Esse estado se destaca como o terceiro maior produtor de cacau do Brasil, com uma produção anual estimada em cerca de 5 mil toneladas de amêndoas.
Valorização do Chocolate e Sustentabilidade
Além de focar na produção de amêndoas, a iniciativa do MIDR também busca valorizar o chocolate de origem, que possui identidade regional e maior valor agregado. O modelo de cultivo, frequentemente realizado em sistemas agroflorestais, é uma estratégia que contribui não apenas para a produção agrícola, mas também para a conservação da biodiversidade e a recuperação de áreas degradadas, alinhando assim as atividades produtivas à sustentabilidade ambiental. Essa abordagem permite que a cultura do cacau não apenas sustente a economia, mas também respeite e preserve o meio ambiente, garantindo um futuro mais equilibrado para as próximas gerações.

