Avanços e Desafios da Mulher no Mercado de Trabalho
No contexto do Dia Internacional da Mulher, o episódio nº 170 do podcast “Eu Te Explico” analisa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a presença feminina no mercado de trabalho baiano. O programa, apresentado por Camila Oliveira, traz à tona questões sobre desigualdade salarial, educação e a liderança feminina nos lares, além de destacar a trajetória inspiradora de Juliana Romão, a primeira mulher a assumir a direção de uma operadora de metrô no Brasil.
Juliana Romão, engenheira civil de formação, possui diversas especializações, incluindo pós-graduação em Tecnologia em Operações de Infraestrutura e Logística, MBA em Gestão Empresarial e Certificação Internacional em Sistemas Ferroviários. Com mais de 27 anos de experiência no setor, Romão começou sua jornada no Metrô Bahia há 12 anos e, em 2025, aceitou o desafio de liderar a companhia, uma prova da crescente presença feminina em cargos de liderança.
No episódio, Camila também conversa com Mariana Viveiros, que atua como supervisora de disseminação de informações no IBGE. Juntas, elas exploram dados e tendências relevantes sobre a situação da mulher no mercado de trabalho baiano.
Participação Feminina em Crescimento
Historicamente, as mulheres têm sido maioria na população baiana, mas sua participação no mercado de trabalho ainda é menor em comparação aos homens. Em 2024, 52% da população da Bahia era composta por mulheres, mas apenas 42,6% das pessoas que trabalhavam eram do sexo feminino, uma porcentagem abaixo da média nacional de 43,4%.
Contudo, a tendência é de crescimento. Nos últimos anos, a participação feminina no trabalho aumentou gradualmente, passando de 35,1% em 2000, para 41,2% em 2010, 42,1% em 2022, até alcançar 42,6% em 2024, demonstrando uma evolução positiva na inserção das mulheres no mercado.
Desigualdade Salarial em Queda
Outro ponto importante discutido no episódio é a desigualdade salarial. As mulheres, mesmo que ainda recebam menos que os homens, estão em um patamar melhor do que nunca. Em 2024, o rendimento médio feminino na Bahia foi de R$ 2.144, que representa 91,2% do que os homens ganham (R$ 2.352). Este cenário posiciona a Bahia como o quinto estado com a menor desigualdade salarial por gênero no Brasil, onde a média nacional é de 78,8% para as mulheres.
Em comparação aos anos anteriores, essa diferença melhorou consideravelmente: em 2000, as mulheres recebiam apenas 75,1% do rendimento masculino; em 2010, essa proporção subiu para 80,7%; passou para 88,8% em 2022 e chegou a 91,2% em 2024.
Educação e Liderança Feminina
O episódio também destaca um avanço significativo na educação das mulheres. A proporção de mulheres adultas com ensino superior completo teve um aumento expressivo na Bahia, quintupliando desde 2000. Naquele ano, apenas 3,3% das mulheres com 25 anos ou mais possuíam diploma universitário. Em 2010, essa taxa subiu para 7,5%; em 2022, para 14,5%; e em 2024, chegou a 15,9%.
Além disso, a liderança feminina nos lares também apresenta uma mudança notável. Em 2022, pela primeira vez, a maioria das residências baianas passou a ser chefiada por mulheres, com 53,7% em 2024, superando a média nacional, que é de 51,9%.
Ouvindo o Podcast
O podcast “Eu Te Explico” está disponível em diversas plataformas, como g1, GloboPlay, Spotify, Deezer e Amazon Music. Para não perder nenhum novo episódio, basta seguir o programa.

