Crise nas Casas Bahia não representa cenário econômico amplo
O secretário-executivo do ministério da fazenda, dario durigan, descartou que a crise enfrentada pela Casas Bahia seja indicativo de uma crise generalizada na economia brasileira. Em entrevista ao GloboNews Mais, concedida a Julia Duailibi e Fernando Nakagawa, ele explicou que os problemas da varejista têm causas pontuais do setor e não refletem a situação econômica do país como um todo.
Durigan ressaltou a sensibilidade do setor varejista ao custo do crédito. “Não posso fugir do tema dos juros, porque o setor varejista tem margens apertadas e depende, a gente fala alavancado, no jargão mais técnico, de crédito para trás, para os seus fornecedores, e depende do crédito para frente, para as famílias, para os consumidores que compram”, afirmou.
Dados apontam estabilidade no número de falências e recuperações judiciais
Apesar da recuperação extrajudicial fracassada da Casas Bahia, Durigan afirmou que o cenário geral mostra redução nas falências e recuperações judiciais. Ele lembrou que o varejo está atrás de setores como a indústria nessas ocorrências, o que indica uma economia com setores pujantes.
O secretário também reconheceu o impacto dos fechamentos de empresas sobre trabalhadores e empresários, mas defendeu limites para a interferência do Estado. “É parte da vida a gente entender essas transformações e, no que o Estado puder ajudar dentro dos seus limites, sem comprometer concorrência ou fazer intervenção indevida, a gente tem feito”, declarou.
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Fonte: ctbanews.com.br
Medidas fiscais visam reduzir taxa de juros e promover ajuste fiscal
Durigan relacionou o esforço fiscal da Fazenda à meta de reduzir a taxa de juros, destacando medidas de contenção de despesas já aprovadas pelo Congresso Nacional. “Aprovamos no Congresso Nacional contenção de crescimento de despesa. Além de ter bloqueio no Orçamento esse ano, mais contenção de despesa obrigatória já aprovada no Congresso, que vai abrir espaço para o ano que vem”, explicou.
O secretário também mencionou o compromisso do governo em reforçar o arcabouço fiscal, buscando um resultado fiscal mais sólido. “Vamos seguir apertando o arcabouço fiscal para que a gente tenha um resultado cada vez melhor do ponto de vista fiscal, que é o trabalho do ministro da Fazenda: colaborar com a política monetária, fazendo o seu papel do lado da política fiscal”, afirmou.
Cortes e maior eficiência na máquina pública
Entre as próximas ações, Durigan citou cortes lineares em benefícios tributários e medidas para aumentar a eficiência do Estado, especialmente reduzindo o peso da contratação de pessoal. Ele lembrou que para o próximo ano há um limite de 0,6% para o aumento das despesas com pessoal, o que exige investimentos em sistemas e eficiência.
O arcabouço fiscal prevê crescimento das despesas em torno de 2,5%, com possibilidade de redução para 1,5%. Contudo, Durigan evitou fixar um número específico, reforçando que o foco é garantir a sustentabilidade fiscal e a redução da dívida a longo prazo.
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Fonte: reportersorocaba.com.br
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Governo planeja medida para aliviar R$ 10 bilhões em despesas obrigatórias
Durigan anunciou que o governo deve apresentar na próxima semana uma nova medida capaz de gerar alívio de pelo menos R$ 10 bilhões nas despesas obrigatórias. Entre as estratégias em análise estão a redução dos gastos obrigatórios, abertura de espaço para investimentos e combate a privilégios, como aposentadorias no serviço público e militares.
Ritmo do ajuste fiscal e comparação com governo anterior
Questionado sobre a velocidade das mudanças, Durigan admitiu o desejo de avançar mais rápido, mas destacou a necessidade de equilíbrio no processo. Ele também criticou a gestão anterior, evitando repetir medidas que levaram à reoneração do combustível em 2023.
O secretário reforçou a importância da responsabilidade fiscal para reduzir a taxa de juros e defendeu uma regra que mantenha o crescimento da despesa pública abaixo da receita, ajudando o país a superar desafios da última década.
Visão ampla para a economia brasileira
Durigan concluiu destacando que sua atuação no Ministério da Fazenda considera a economia como um todo, sem privilegiar setores específicos. “Eu sempre digo: não sou o ministro da Fazenda para atender determinado setor, seja o setor financeiro, seja o setor do agro, seja o setor de varejo. É preciso olhar a saúde da economia brasileira como um todo e ver o avanço da qualidade de vida e do bem-estar da população”, afirmou.

