Clássico de Alta Qualidade e Erros Cruciais
O embate entre Bahia e Fluminense nesta última partida foi tudo o que se esperava de duas equipes com alto nível técnico. Mesmo com um placar sem gols, a tensão e emoção em campo garantiram a satisfação dos dois treinadores, que viram seus jogadores darem o melhor de si. Contudo, a incapacidade de transformar chances em gols foi um dos grandes temas do jogo.
O tricolor baiano teve pelo menos duas oportunidades claras que foram perdidas, enquanto o Fluminense também se viu em situações semelhantes, incluindo uma finalização de Serna que ficou marcada pela infelicidade. A irregularidade do gramado parece ter influenciado esses erros, especialmente em uma jogada em que a bola subiu inesperadamente antes da finalização.
Após o intervalo, os torcedores se questionavam: será que o Bahia conseguiria reverter a situação em casa, como já fizera contra o Santos em jogos anteriores? Tanto Rogério Ceni quanto Luis Zubeldia, os técnicos, demonstraram confiança, mantendo suas escalações iniciais na volta do segundo tempo. O retorno foi explosivo, assim como o primeiro tempo, com ambos os times em busca do gol.
Na plateia, a expectativa era palpável, com um público ávido por gols, embora as baixas de alguns jogadores, como Nonato, que se machucou, forçaram mudanças. O Fluminense foi o primeiro a realizar a substituição, com Bernal entrando em campo. Logo depois, o Bahia fez uma mudança significativa, trazendo Erick, Caio Alexandre, Cristian Olivera e Sanabria para aumentar a pressão.
Sanabria, que fez sua estreia, teve uma chance imediata de marcar, mas não aproveitou. O Bahia continuou pressionando, e a torcida começou a acreditar no merecido empate. Finalmente, aos 32 minutos, Olivera não desperdiçou a oportunidade, aproveitando um cruzamento rasteiro de Sanabria que passou pelo sistema defensivo carioca, igualando o marcador.
Com a entrada de jogadores como Moreno e Ganso, o Fluminense parecia estar se adaptando, mas um momento de desatenção custou caro. Aos 42 minutos, Dell, em um lance infeliz, deixou o cotovelo em Freytes. O VAR foi acionado, e a expulsão foi imediata. A partir desse momento, o empate se tornou ainda mais provável, especialmente com os dez minutos de acréscimos concedidos, que permitiram aos visitantes sonhar com uma virada sob os olhares de mais de 40 mil torcedores.
Guilherme Arana, que entrou nos momentos finais, teve uma chance de ouro, mas, sem ângulo, acabou optando pelo chute ao invés de passar para JK, que estava em uma posição mais favorável na área. Este lance, embora emocionante, simbolizou a falta de precisão que marcou o jogo.
No fim das contas, o empate foi um reflexo da luta de ambos os times, que, apesar de não terem conquistado a vitória, mostraram um futebol vibrante e cheio de qualidade. O campeonato vai seguir, e as duas equipes certamente buscarão corrigir esses erros nas próximas rodadas, mantendo a esperança acesa para a torcida.

