Exportações e Posição do Ceará no Mercado Europeu
O Ceará se consagra como um dos principais estados brasileiros na exportação de produtos têxteis para a Europa, conforme os dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). O estado ocupa a sétima posição no ranking nacional, com um total de exportações que alcançou a marca de aproximadamente US$ 1,66 milhão.
Além do Ceará, outros estados nordestinos, como Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco, também se destacam no comércio com o mercado europeu, evidenciando a crescente importância da região no setor têxtil e de confecção. No cenário geral, São Paulo lidera as exportações brasileiras, seguido por Santa Catarina e Bahia, sendo que esses três estados juntos representam cerca de 68% das exportações do setor têxtil no Brasil.
A lista completa dos estados que mais exportam para a Europa inclui: São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Goiás.
Impactos do Acordo Mercosul–União Europeia no Setor Têxtil
O debate em torno do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia está em alta, especialmente em um momento em que a indústria têxtil brasileira vê um faturamento crescente. O setor industrial movimenta em torno de R$ 220 bilhões, enquanto o varejo de vestuário alcança R$ 315 bilhões, e a cadeia têxtil totaliza R$ 221 bilhões.
O crescimento recente no setor têxtil é impulsionado principalmente pela indústria, embora as previsões indiquem um crescimento abaixo do PIB nacional. Segundo a Abit, as exportações têm crescido mais rapidamente do que o consumo interno, o que pode levar a uma diminuição na produção nacional em favor de produtos importados.
Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, acredita que o acordo com a União Europeia pode oferecer vantagens estratégicas para a indústria têxtil brasileira. Ele observa que o tratado “abre espaço para compras e aquisições de empresas, acordos operacionais que permitam a produção no Brasil de produtos nos quais temos vantagens comparativas, além de possibilitar a cooperação tecnológica com isenção tarifária para acessar o mercado europeu”.
No entanto, Pimentel adverte que simplesmente assinar o acordo não resulta em um aumento automático nas vendas internacionais. “É necessário que os empresários e as empresas estejam efetivamente envolvidos para que os benefícios esperados se concretizem”, enfatiza.
Os efeitos do tratado devem ser percebidos gradualmente ao longo de um período de oito anos, com o ápice dos benefícios previsto para o oitavo ano de sua vigência.
Comércio Brasil–Europa: Números e Tendências
No ano de 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 66 milhões em produtos têxteis e de confecção para a União Europeia. Os produtos mais exportados incluem fio de seda, vestuário e não tecidos, sendo que as calças, jardineiras e bermudas estão entre os itens de vestuário mais enviados ao mercado europeu.
A Europa se destaca como um mercado importante para a moda praia brasileira, com 28% das exportações desse segmento sendo destinadas ao bloco europeu. Os principais países de destino incluem França, Portugal e Holanda.
Por outro lado, o Brasil importou aproximadamente US$ 333 milhões em produtos têxteis e de confecção da União Europeia, o que revela a intensa troca comercial entre os dois mercados. Este equilíbrio nas relações comerciais destaca a relevância do setor têxtil como um componente vital da economia brasileira.

