Um Encontro de Culturas e Saberes Ancestrais
Em meio a um cenário vibrante de cestarias, alimentos típicos e manifestações culturais, a 1ª Feira da Agricultura Familiar Indígena da Costa do Descobrimento e do Extremo Sul da Bahia se destaca como um marco. Realizada nos dias 20 e 21 de fevereiro em Cora Vermelha, a iniciativa promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) transforma a Cruz do Cruzeiro em um ponto de encontro significativo entre produção, cultura e geração de renda para as comunidades indígenas.
A feira contará com a participação de povos de cerca de 40 aldeias, com forte presença do povo Pataxó e participação dos Tupinambá. O evento visa facilitar a comercialização direta de produtos oriundos da agricultura familiar indígena, integrando a tradição e a sustentabilidade. Durante os dois dias, o público poderá participar de diversas atividades, como a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), palestras e rodas de conversa que promovem o diálogo entre os saberes.
Troca de Saberes e Valorização da Produção Local
O Projeto Vem Pra Feira é uma das iniciativas que busca fortalecer a inclusão produtiva e valorizar os territórios tradicionais. Euzimar Carneiro, superintendente de Agricultura Familiar, destaca a importância do evento: “Estimulamos o consumo de alimentos saudáveis, o que fortalece não apenas a segurança alimentar da população indígena, mas de todos”, afirma. Ele também ressalta que unir diferentes territórios amplia as oportunidades de desenvolvimento rural.
Diana “Andorinha”, uma agricultora da aldeia indígena de Mata Medonha, expressou sua satisfação com a realização da feira. “Este espaço é de acolhimento e troca. Trouxemos chá, banana, sabão de coco, óleo, limão e muitas outras coisas que produzimos”, compartilhou. Para ela, a feira representa uma oportunidade de visibilizar o trabalho de pequenos agricultores.
Compromisso do Governo com a Agricultura Familiar Indígena
Osni Cardoso, secretário de Desenvolvimento Rural, enfatiza que a feira é resultado de um intenso diálogo e mobilização com as comunidades locais. “É um reconhecimento da força da agricultura familiar indígena e um compromisso do Governo do Estado em estabelecer conexões entre produção, cultura e mercado. Estamos mobilizando parceiros e implementando políticas públicas que garantam estrutura, visibilidade e geração de renda para os povos originários”, destacou.
A ação tem o apoio do Povo Pataxó, da Cooperativa de Trabalho, Assessoria Técnica e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (COOTRAF), além da parceria com diversas superintendências e órgãos como a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR) e o Programa Bahia Sem Fome. Este conjunto de forças demonstra a importância de uma abordagem integrada para o fortalecimento da agricultura familiar indígena na região.

