Campanha em reduto bolsonarista da Bahia
O senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Luís Eduardo Magalhães, importante polo do agronegócio no oeste da Bahia, para promover sua campanha presidencial. A cidade se destaca por ser um dos poucos municípios baianos onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, obteve maioria de votos nas eleições de 2018 e 2022. Em 2018, Jair Bolsonaro foi o mais votado em apenas quatro dos 417 municípios da Bahia, número que caiu para dois em 2022, com Luís Eduardo Magalhães mantendo-se como um dos principais redutos bolsonaristas no estado.
Evento agrícola reúne lideranças e críticas ao governo federal
A visita ocorreu durante o Bahia Farm Show, evento focado em negócios e tecnologia para o setor agrícola. Flávio Bolsonaro participou acompanhado do prefeito local, Júnior Marabá (PP), e de figuras políticas como João Roma, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado pela Bahia. Em seu discurso, Flávio agradeceu o apoio recebido e destacou o carinho dos presentes que o associam ao legado do pai: “Um monte de gente mostrando foto com o presidente Bolsonaro no passado e completando o álbum agora tirando foto comigo”.
Durante sua fala, o senador criticou a postura do governo federal em relação ao agronegócio. “Vocês carregam esse Brasil nas costas e não merecem que um presidente trate o agro como se fosse fascista, como se fosse bandido”, afirmou, dirigindo-se aos produtores rurais presentes.
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Promessa de combate ao narcoterrorismo e críticas a Lula
Além das queixas ao governo, Flávio Bolsonaro prometeu ações para “libertar cada baiano que hoje mora numa área dominada por narcoterroristas”. Ele ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao mencionar a defesa de organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho no exterior: “Um governo federal que vai defender traficantes de PCC e Comando Vermelho fora do Brasil. Enquanto a gente aqui, nós, o povo brasileiro, vamos trabalhar para que eles fossem considerados terroristas pelo que eles são”.
Essa proposta preocupa a atual administração federal, que teme que a classificação dessas organizações como terroristas possa abrir espaço para intervenções mais rigorosas dos Estados Unidos no Brasil. O governo Lula tem buscado evitar que essa situação se concretize.

