O Desaparecimento da Obra e o Apelo do Artista
Uma valiosa obra de arte, intitulada “A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)”, desapareceu misteriosamente de uma renomada galeria em Curitiba. A tela, que faz parte do acervo permanente da Soma, é uma demonstração expressiva da trajetória artística de Gustavo Magalhães, um goioerense radicado na capital paranaense. O furto ocorreu durante uma festa no dia 31 de dezembro de 2025, levantando questões sobre a segurança do espaço cultural.
Gustavo Magalhães, que possui obras no Museu Paranaense (Mupa) e no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR), além de exposições individuais em diferentes cidades brasileiras, rapidamente se manifestou sobre o ocorrido. Em uma postagem no Instagram, ele pediu a devolução de sua obra, ressaltando o valor imaterial que a pintura representa em sua carreira. O artista expressou sua preocupação de que, em um momento de desespero, a pessoa que estiver com a obra possa se desfazer dela, o que seria uma perda irreparável. Assim, ele ofereceu a opção de devolução anônima: “Eu só quero a pintura de volta. A obra pode ser devolvida de forma anônima à galeria, no endereço R. Mal. José Bormann, 730 – Bigorrilho, Curitiba – PR, 80730-350.”
A Esperança de Recuperação
Em entrevista ao Plural, Magalhães demonstrou sua esperança em recuperar a obra. “A prioridade é garantir a segurança e a conservação da pintura, dado que se trata de um trabalho sensível”, afirmou o artista, que tem seu trabalho reconhecido e relevante no cenário artístico nacional.
Contexto da Soma Galeria
De acordo com Malu Meyer, diretora e proprietária da Soma, a galeria, que está em funcionamento há cinco anos, não se dedica à venda de arte atualmente. O espaço atua como um centro cultural, com uma coleção permanente que inclui cerca de 50 obras de diversos artistas paranaenses e brasileiros. Ela esclareceu que a peça desaparecida não possui valor comercial imediato e que seu valor reside no patrimônio cultural que representa. “A obra só vai valer dinheiro daqui a uns 50 anos ou mais, dependendo da trajetória do artista”, explicou Malu, que tem um forte interesse na pesquisa e na produção de Magalhães.
O Evento e As Circunstâncias do Furto
A festa em que ocorreu o furto foi a segunda edição do Réveillon na Soma Galeria, um evento que trouxe cerca de 400 pessoas, com idades entre 20 e 60 anos. Thiago Oliveira, um dos produtores do evento, confirmou que a obra de Magalhães estava visivelmente exposta até às 5 horas da manhã do dia 1º de janeiro, antes do término da festa. A falta de câmeras de vigilância no local complicou a situação. Oliveira expressou seu espanto, já que o público que frequenta o espaço é geralmente respeitoso e aprecia a arte. “O que sempre presenciamos foram pessoas que conheceram o espaço e ficaram extasiadas. Foi um choque muito grande”, comentou.
Tanto Malu Meyer quanto Thiago Oliveira apoiam a posição de Gustavo Magalhães em relação à recuperação da obra e não têm a intenção de penalizar ninguém. Malu já formalizou um registro de ocorrência, mas permanece otimista de que a cobertura midiática do incidente possa auxiliar na devolução anônima da obra.
Como Contribuir para a Devolução da Obra
Aqueles que tiverem informações sobre o paradeiro da pintura “A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)” podem entrar em contato com a Soma Galeria ou com o Plural. A devolução da obra pode ser feita anonimamente, no mesmo endereço indicado anteriormente: R. Mal. José Bormann, 730 – Bigorrilho, Curitiba – PR, 80730-350. Qualquer informação relevante também pode ser compartilhada com o Plural pelas redes sociais ou via e-mail.

